A retoma que se tem vindo a verificar no imobiliário fez com que a Câmara de Silves facturasse, em 2016, um total de 4,4 milhões de euros de Imposto Municipal de Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT).

Este valor implicou um aumento de 1,9 milhões de euros em comparação com o ano anterior e contrabalançou largamente a pequena diminuição que a autarquia teve com o outro imposto relacionado com imóveis, o IMT, que passou de 7,1 para 6,9 milhões de euros.

A facturação de IMT já tem um peso bastante significativo nas contas da Câmara de Silves. Vale 11,5% das suas receitas totais que foram, no ano passado, de, praticamente, 38 milhões de euros. Aquela verba daria, por exemplo, para fazer face a quase 5 meses de custos com o pessoal que, como se sabe, é uma das rubricas mais pesadas de qualquer autarquia, em termos de despesas.

Este cenário está longe de ser caso único no Algarve, bem pelo contrário, em praticamente todos os concelhos tem havido, ao longo dos últimos dois anos, uma grande retoma do imobiliário que faz aumentar substancialmente as receitas das autarquias.

Por exemplo, e conforme já tínhamos noticiado,  a de Portimão teve, no ano passado, a maior facturação de IMT da última meia década, ao arrecadar um total de 7,1 milhões de euros por esta via.

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