Todos os distritos de Portugal continental, exceto Faro, vão na quinta e na sexta-feira sob aviso amarelo devido ao tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso amarelo para os 17 distritos do continente vai vigorar entre as 09:00 de quinta-feira e as 18:00 de sexta-feira devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Segundo o IPMA, o aviso amarelo (o menos grave de uma escala de três) é emitido sempre que existe risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

As temperaturas vão subir a partir de hoje em Portugal continental, podendo atingir os 40 graus Celsius na quinta-feira em algumas regiões.

Para os próximos dias estão previstas temperaturas mínimas entre os 15 e os 20 graus Celsius e máximas a variar entre os 35 e os 40, podendo ser superiores em alguns locais principalmente no Vale do Tejo, interior do Alentejo, Algarve e sotavento algarvio.

Segundo o IPMA, a partir de hoje, um “fluxo do quadrante leste na circulação de um anticiclone localizado a nordeste dos Açores, estendendo-se em crista até à Europa Central, transportará uma massa de ar quente e seco sobre o território do continente”.

Por causa do tempo quente, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou na terça-feira a adoção de medidas de proteção adicionais nos próximos dias, face ao aumento gradual da temperatura no continente, com “atenção especial” aos grupos mais vulneráveis ao calor.

Entre as recomendações emitidas, a autoridade de saúde salienta a necessidade de dar “atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor”, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade no exterior, praticantes de atividade física e pessoas isoladas.

A DGS aconselha ainda a aumentar a ingestão de água ou de sumos de fruta natural sem açúcar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11:00 e as 17:00.

Devem também ser evitadas as atividades desportivas e de lazer no exterior que exijam grandes esforços físicos, escolhidas as horas de menor calor para viajar de carro e os doentes crónicos ou sujeitos a medicação ou dietas específicas devem seguir as recomendações do médico assistente ou do SNS 24.

Lusa

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