Foi assinado, esta manhã, o auto de consignação da segunda fase do projeto Passeio das Dunas, através do qual a Câmara de Loulé pretende proceder à requalificação urbanística da Zona Costeira Poente de ligação Quarteira/Vilamoura. 

Trata-se de uma intervenção que vai exigir um investimento autárquico de 2,6 milhões de euros, que vai dar continuidade ao Passeio, desde a zona do Hotel Crowne Plaza até à Marina de Vilamoura, ou seja, desde o primeiro apoio de praia (de nascente para poente) até à ribeira de Quarteira.

“O que se pretende é a devolução do espaço público qualificado com valores ambientais, conviviais, de fruição da natureza, sem massas de construção, de descompressão de construção urbana. É uma requalificação que é sinónimo também de renaturalização. Embora este troço entre já numa fase urbanizada dentro de Vilamoura, bastante antiquada, carenciada de ordenamento e embelezamento, a filosofia não deixa de ser essa, fruir a vida, fruir a natureza em espaços abertos, onde é possível conversar, passear com a família, sentir uma proximidade com o mar, com um ambiente desimpedido”, explicou o presidente da Autarquia, Vítor Aleixo

Tal como aconteceu na primeira fase, a requalificação ambiental da zona passará pela recuperação da estrutura dunar (as dunas constituem um elemento central para os projetistas desta intervenção), pela utilização de materiais duráveis, preferencialmente locais, e pela utilização de energias alternativas para o sistema de iluminação.

Pretende-se, deste modo, criar um espaço requalificado, promotor das circulações pedonais e cicláveis, com mobiliário urbano valorizado, com possibilidade de integração de valências temporárias (espaços de jogo, exposições, eventos musicais, etc.) ou mais permanentes como o futuro Mercado (previsto na terceira fase), o estacionamento ou o novo acesso ao areal.

De forma a minimizar os incómodos causados a quem visita, reside ou tem o seu negócio em Quarteira/Vilamoura, os trabalhos desta segunda fase serão interrompidos nos meses de julho e agosto.

Como explicou o edil, com esta segunda fase “fica concluída a maior parte da intervenção que está prevista para aquela faixa litoral que liga Quarteira a Vilamoura mas não fica concluída toda a intervenção planeada desde 2001”. A esta, segue-se a terceira fase que integrará dois momentos: a construção do Mercado Municipal e o arranjo do Largo das Cortes Reais.

No caso do Mercado, o projeto está concluído, aguardando-se o resultado da avaliação de impacto ambiental para abertura de concurso e lançamento da obra “tão desejada por todos os quarteirenses e pelos turistas”. No que diz respeito ao Largo das Cortes Reais, o projeto está ainda em execução, não havendo previsão do arranque da obra, sendo certo que esta “essa será a última intervenção em termos de trabalhos físicos no terreno”.

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