O responsável do Turismo de Portugal, apresentou hoje, na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, a «Linha de Valorização Turística do Interior» do Programa Valorizar. “O objectivo do programa é reforçar a coesão do território e reduzir as assimetrias nacionais”, explica Carlos Abade.

Com uma dotação orçamental de 10 milhões de euros, esta linha tem como  principal objetivo o apoio ao investimento a projetos e iniciativas com interesse para o turismo, que promovam a coesão económica e social do território, enquadrando tipologias tais como a oferta de Cycling & Walking, o património e os recursos endógenos, novos serviços turísticos, a qualificação das aldeias, programas de visitação turística em destinos de interior e o desenvolvimento de calendários de eventos com potencial turístico e impacto internacional realizados no interior, entre outras.

Os agentes públicos e sem fins lucrativos, que concorram a esta linha têm um limite máximo de apoio de 400 mil euros, não reembolsável. Para as empresas, o apoio máximo é de 150 mil euros, sendo o mesmo reembolsável sem juros (7 anos, incluindo dois de carência). As candidaturas já estão abertas, podem ser efectuadas até dia 31 de Dezembro de 2017 e devem demonstrar a sua mais-valia para a região. “Devem criar riqueza, postos de trabalho e ter qualidade, numa lógica de desenvolvimento dessas zonas do interior”, explica Carlos Abade.

Estão abrangidos por este programa, os projetos desenvolvidos nos concelhos de Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Loulé, Monchique, Silves, Tavira e Vila do Bispo. Para o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), “deve-se continua a valorizar os produtos sol, praia e golfe, mas é importante valorizar o território”. “Temos um potencial enorme de valorização, mas é necessário que seja acompanhado por investimentos nessa zona”, afirma Desidério Silva.

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