Portugal é um destino na moda para os investidores estrangeiros. Um estudo levado a cabo pela Ernst & Young indica exactamente isso, segundo revelou um dos seus responsáveis, Luís Florindo, no decorrer do Dia Aberto ao Conhecimento, que teve lugar em Faro, na Quarta-feira, 25 de Outubro.

Em 2016, houve 59 projectos de investimento directo estrangeiro em Portugal, o número mais alto registado desde 1977, que levou à criação de 2.500 novos postos de trabalho, referiu Luís Florindo.

Outro elemento que constitui o estudo é um conjunto de 200 entrevistas a investidores estrangeiros. Cerca de 62% dos inquiridos acreditam que a atractividade de Portugal vai aumentar ainda mais no futuro, uma percentagem superior à registada em relação a outros países e à média europeia, que é de 35%.

Em face desta perspectiva optimista, 32% destes investidores dizem ter intenção de investir no nosso país, a curto prazo. Das características mais positivas, destacam o clima de estabilidade social (77%), o potencial de aumento da produtividade (76%) e os custos laborais (75%).

Mas nem tudo é positivo. Estes investidores consideram que devem ser feitas alterações que contribuam para que o país seja ainda mais atractivo, sobretudo ao nível da tributação sobre as empresas, a flexibilidade laboral e a estabilidade e transparência ao nível político, legal e regulatório.

Geograficamente, as zonas mais atractivas para instalarem os seus negócios são as de Lisboa (58%) e Porto (28%). A região algarvia apenas reúne as preferências de 2% destes investidores.

Quanto aos sectores considerados como aqueles em que o país mais deve apostar, aparecem nos primeiros lugares as tecnologias de informação e comunicação e o turismo.

Apesar deste cenário positivo, Luís Florindo deixou o alerta de que Portugal não pode ficar embalado por ele. Nada está garantido à partida porque todos os outros países estão, igualmente, empenhados em captar investimento externo, a concorrência é muita e de qualidade, pelo que temos de minorar os aspectos negativos e tentar potenciar os positivos.

Dia Aberto ao Conhecimento foi organizado pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, em parceria com a CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve e o CECOA – Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins.

Ao longo de uma tarde, as instalações de Faro do IAPMEI recebeu quase uma dezena de oradores que abordaram temas de interesse para os empresários e empreendedores, sobretudo do sector comercial.

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