Lurdes Silva, Doutorada em Ciências Económicas e Empresariais*

 

“Eu tinha uma imensa vantagem sobre muitos outros a lidar com as questões, visto não ter ideias fixas derivadas de velhas práticas que me fizessem controlar e distorcer a mente, e que me fizessem embarcar na crença geral de que, o que quer que seja, está certo.”

NORMAN R. AUGUSTINE

 

O sector do comércio tem sofrido algumas mutações ao longo dos últimos anos. A implantação dos supermercados nos centros das cidades, dos hipermercados na periferia e o aparecimento de centros comerciais têm exercido uma grande atracção sobre os consumidores. À medida que a sociedade evolui, a oferta aumenta, e os consumidores vêem-se cada vez mais bombardeados por produtos e serviços que têm por objectivo despertar a sua atenção e interesse, gerando -se por vezes um sentimento de frustração.

Este sentimento, fruto do querer ter e em muitos casos não poder, e por vezes até não saber tão-pouco o que se quer, deve-se principalmente à abundância da oferta e aos factores de ordem económica e temporal. O consumidor deixa de ser um destinatário passivo e passa a comandar o mercado. Ele pode pesquisar mais e possui maior nível de instrução, maior facilidade de deslocação e mais oportunidade de escolha dos seus produtos ou serviços e dos seus diversos pontos de venda. As modernas formas de comércio têm sido um desafio para o comércio tradicional.

Enquanto uns desapareceram por não conseguirem adaptar -se e aguentar a concorrência das novas unidades de venda, outros adaptaram-se aos novos comportamentos dos consumidores, criam lojas online, reformularam os seus estabelecimentos e reconverteram as suas técnicas de venda e atendimento.

Surgem ainda pequenos novos estabelecimentos que apostam em segmentos muito específicos do mercado. Uma ameaça pode e deve ser transformada numa oportunidade. O empreendedor deverá dedicar-se aos segmentos de mercado pouco disputados, apostando numa estratégia 100% vocacionada para o cliente e especializando -se em determinados segmentos de mercado.

Não se pode estacionar a indiferença à porta do estabelecimento comercial. Há que escutar o mercado, recolher e analisar informação, para traçar um planeamento adequado. Isto só é possível através do feedback dos clientes; não só saber o que eles querem e de que forma, identificando as suas necessidades e desejos, com o objectivo de os conhecer, para se lhes adaptar e para os influenciar, mas também identificar as suas frustrações, para que a empresa as possa minimizar.

 

* Docente Universitária; Criadora da Marca Bioco Tradition;  Consultora/ Formadora de Marketing; Comércio; Motivação – Gestão de Equipas Workshops e Palestras; Sessões Motivacionais; Líder Certificada em Yoga do Riso; Coach Empresarial; Cliente Mistério

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