A Assembleia da República aprovou, na passada Sexta-feira, uma proposta de recomendação ao Governo, apresentada pela bancada do PCP, para que tome medidas de valorização do pescado de baixo valor comercial.

No documento refere-se que “o valor e o preço do pescado tem evoluído em Portugal, nem sempre a favor do interesse dos pescadores e das comunidades piscatórias. Esta evolução não está desligada da abundância ou da escassez das espécies, mas também não se desliga do hábito de consumo.”

Por exemplo, houve tempos em que “o carapau e até mesmo a cavala era espécies procuradas pelos consumidores, hoje o seu valor comercial é pouco mais que residual.”

É verdade que têm sido desenvolvidos alguns esforços para mudar este panorama, mas constata-se que, por exemplo, “relativamente à cavala, apesar da ampla e intensa campanha de promoção, o valor médio teve um aumento ligeiro, mas num contexto de redução em quase 40% das capturas 2016 face a 2011.”

Ao longo desse período, o preço em lota do quilo de carapau baixou 14 cêntimos, o do biqueirão 19 cêntimos e o do verdinho 5 cêntimos.

Daí que, na opinião dos deputados, e para garantir a sustentabilidade da pesca destas espécies, seja necessário proceder a uma avaliação dos resultados das campanhas de promoção de consumo de pescado desenvolvidas pela Docapesca e, a partir daí, redesenhar as campanhas de valorização e promoção do consumo das espécies de baixo valor comercial e para a quais existem grande possibilidade de captura, como a cavala e o carapau.

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