A venda de imóveis fez entrar nos cofres da Câmara de Portimão, em 2016, um total de 7,1 milhões de euros. É este o valor que a autarquia contabilizou, em termos de Imposto Municipal sobre Transmissão de Imóveis (IMT), de acordo com o documento de prestações de contas do ano transacto, recentemente aprovado. 

Este é o valor mais alto arrecadado nos últimos 5 anos, fazendo regressar o município aos níveis de 2011. Daí para cá a crise no imobiliário tinha feito com que as receitas de IMT da Câmara de Portimão tivessem caído a pique, atingindo o seu ponto mais baixo em 2013, ano em que apenas foram contabilizados 4,1 milhões.

No ano de 2014, a venda de imóveis começou a ‘mexer’ e foi dado o ‘pontapé-de-saída’ para a inversão de quebra, tendo a autarquia encaixado 4,3 milhões de euros de IMT. Uma tendência confirmada em 2015, ano em que foram arrecadados 5,6 milhões de euros, valor que, ainda assim, ficou cerca de 1,5 milhões (-26%) abaixo do que acabaria por ser conseguido em 2016, que deu uma ajuda boa para o processo de recuperação económica da autarquia.

Esta é uma tendência que não é exclusiva de Portimão, tendo vindo a ser visível em praticamente todos os concelhos algarvios. Em 2015, as 16 câmaras algarvias viram entrar nos seus cofres mais de 20 milhões de euros em comparação com 2014 e, à medida que vão sendo conhecidos os resultados de 2016, confirma-se a tendência de subida.

Por exemplo, a Câmara de Lagoa contabilizou no documento de prestação de contas do ano passado uma verba de 9,2 milhões de euros de IMI, ultrapassando o valor do ano anterior (8,3 milhões), que já tinha sido muito superior ao que vinha a ser habitual.

Melhores ainda foram as notícias para a Câmara de Lagos, que arrecadou 11,2 milhões de euros, verba superior em quase 2 milhões de euros à obtida em 2015, o que corresponde a um aumento de praticamente 21%. 

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