O processo de recuperação do sector imobiliário algarvio registado nos últimos dois anos deverá prosseguir nos próximos tempos.

Essa é uma expectativa que resulta da análise de alguns dos dados incluídos no estudo recentemente lançado pela Região de Turismo do Algarve sobre o perfil dos turistas que nos visitam.

De acordo com elementos aí disponibilizados, cerca de 27% dos turistas que escolhem o Algarve para passar férias já tem casa própria na região. No entanto, há muitos outros que ficam alojados em habitações de familiares e amigos ou em casas alugadas.

Tendo em conta as intenções reveladas por muitos deles, os autores do documento concluem que, nos próximos anos, a vertente do turismo residencial tem potencial para subir para cerca de 48%.

Dos inquéritos realizados concluiu-se que os turistas que pretendem comprar imóveis no Algarve, em média, estão dispostos a gastar cerca de 110 mil euros, havendo, no entanto, casos de alguns que se propõem abrir bem mais os cordões à bolsa, podendo ir até 1,5 milhões de euros. 

De acordo com este estudo, em média, o turista residencial deixa mais dinheiro no Algarve do que o chamado turista tradicional, apesar de gastar menos por dia. Acontece que fica mais tempo na região em cada deslocação (cerca de 13 dias), o que faz com que a factura total estimada seja de 1.600 euros contra 1.275 do turista tradicional, que, em média, fica apenas 10 dias no Algarve.

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