À medida que as obras de requalificação vão ficando concluídas, constata-se que muitas empresas situadas perto da Estrada Nacional (EN) 125 passaram a ter dificuldades acrescidas, em termos de acessos.

Esta situação resulta dos muitos traços contínuos que estão a ser pintados no asfalto, o que leva a que seja impossível cruzar a estrada para utilizar muitos dos acessos existentes até agora, e que leva a que os automobilistas tenham que ir à rotunda mais próxima para mudar de sentido e poderem, então, entrar no acesso pretendido.

O problema é, que muitas vezes, a rotunda fica a largos quilómetros, o que implica um acréscimo substancial de tempo, quilómetros e combustíveis.

Um dos empresários que se queixa desta situação é João Cabrita, gerente de uma empresa situada junto à EN 125 na zona da Guia, onde um traço contínuo duplo pintado no pavimento vai fazer com que “os cliente que queiram aceder ao nosso espaço (vindos de Faro) tenham de percorrer mais 3.150 metros! Se vierem de Portimão e queiram retornar, percorrem 4.300 metros para o poderem fazer”.

Mas, para além deste, depara-se com um outro problema. É que os “camiões articulados, através dos quais recebemos as nossas mercadorias, não conseguem aceder ao espaço, em virtude do ângulo de viragem dos ditos, sendo forçados a ultrapassar o contínuo, interrompendo o trânsito”.

Também nas zonas de Vila do Bispo e Lagos, em que já é visível o resultado das obras de requalificação, se constatam situações deste género em vários troços. Isso levou, inclusivamente, a que a Câmara de Lagos tenha, na última reunião do seu executivo aprovado, por unanimidade, uma moção muito crítica em relação ao resultado da intervenção.

Os autarcas locais queixam-se dos muitos traços contínuos pintados na estrada e das dificuldades de acesso a habitações e empresas que se colocam aos automobilistas, sobretudo na zona de Odiéxere/Chinicato e na das Quatro Estradas/Almádena.

Quem também se pronunciou sobre esta questão foi o presidente da Câmara de Vila do Bispo, Adelino Soares, que, em entrevista ao Algarve Económico, qualificou como “ridículo” o traço contínuo que se estende por praticamente todo o troço da EN 126 naquele concelho.

Partilhar: