SNS “aguentou” e deu resposta às necessidades três anos após primeiros casos de covid-19

O ministro da Saúde destacou hoje, véspera da data que assinala o terceiro ano após os primeiros casos de covid-19 no país, a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à pandemia, permitindo que se vivam agora “dias de normalidade”.

“Celebramos amanhã [quinta-feira] o terceiro aniversário do dia em que os dois primeiros doentes com covid-19 foram diagnosticados em Portugal. E a verdade é que nós vencemos a pandemia. A pandemia ainda não acabou – alguém que é médico e ministro da Saúde [deve] falar com prudência –, não está declarada o fim da pandemia, mas a verdade é que vivemos hoje dias de normalidade que durante estes últimos anos não vivemos”, disse Manuel Pizarro.

O ministro falava em Faro, durante numa visita às instalações locais do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no âmbito da ação “Governo Mais Próximo”, que decorre hoje e quinta-feira no distrito de Faro, com cerca de 60 iniciativas e a presença de vários membros do executivo.

“Foi um período de enorme esforço para o SNS, que provou que é um grande serviço público ao serviço dos portugueses e aguentou durante este período todo e foi capaz de dar resposta às necessidades das pessoas”, assinalou o governante.

Pizarro lembrou que, “mesmo comparando com países com melhores índices económicos na Europa”, o SNS “provou que é um grande serviço público”, reconhecendo que isso se “fez à custa de muito sacrifício e também de muitos sacrifícios dos profissionais de saúde”.

“E, por isso, nós hoje temos de ter um especial cuidado com a reposição de condições de trabalho e de tranquilidade para os profissionais da saúde. Dedico muita atenção a essa tarefa, é uma tarefa essencial. O mais importante do SNS são os seus profissionais”, sublinhou o ministro.

Manuel Pizarro voltou a ser questionado sobre o modelo de reorganização das urgências que deverá ser apresentado a curto prazo, considerando “essencial” que funcionem “com qualidade e com segurança”.

“As pessoas têm de saber que, quando se deslocam às urgências, possam ser atendidas com qualidade, segurança e o maior conforto possível. Queremos que a rede seja a mais próxima possível, mas há nisso um constrangimento: a disponibilidade de profissionais”, reconheceu.

Segundo o ministro da Saúde, na zona da Grande Lisboa e península de Setúbal podem ser importadas “experiências que noutras zonas do país já foram bem sucedidas de centralização parcial de urgências de algumas especialidades em alguns horários”, desde que as populações sejam informadas “para que saibam exatamente onde é que se devem dirigir em cada momento”.

“Este é um processo que não se trata de um dia para o outro. Nos sítios onde isto já está em funcionamento, também demorou tempo, mas ao fim de anos há satisfação geral, quer das populações quer dos profissionais, com esse modelo de centralização de algumas especialidades”, referiu o governante, rejeitando que esteja em causa o encerramento definitivo de alguns serviços.

Após a visita às instalações do INEM no Algarve, Manuel Pizarro destacou que os meios disponíveis para a emergência médica na região “têm aumentado paulatinamente”.

“Nós, neste momento, entre os meios próprios do INEM e os meios das corporações de bombeiros afetas ao INEM, temos 42 meios em permanência e esse número é aumentado nos picos de maior procura. Eu posso admitir que em casos pontuais, ainda assim, a procura no Algarve é mais difícil de dar resposta, porque temos muitos momentos do ano com mais do dobro da população, o que pode causar constrangimentos”, sustentou.

No âmbito da ação “Governo mais Próximo” no distrito de Faro, entre outras iniciativas, o ministro da Saúde vai inaugurar hoje o serviço de teleconsultas entre o Hospital de Faro e o Estabelecimento Prisional de Faro e o Centro de Simulação Clínica Ualg Tech Health, da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve.

Lusa

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