No 1º trimestre do ano, os condutores gastaram em portagens na Via do Infante um total de 5,746 milhões de euros. Este valor foi um pouco inferior ao registado no mesmo período de 2016 (menos 372 mil euros), de acordo com os dados agora divulgados pela Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos (UTAD).

A receita obtida apenas deu para cobrir cerca de 29% da verba que, naquele período, o Estado teve de pagar à concessionária daquela via de comunicação, que ascendeu a 19,778 milhões de euros.

No entanto, se olharmos para os dados globais de 2016, verificamos que o peso das receitas das portagens é, em termos anuais, bem superior, chegando para cobrir cerca de 66% de todas as despesas assumidas pelo Estado na Via do Infante. Trata-se de uma taxa de cobertura bem acima da média das Parcerias Público-Privadas do país, que apenas cobrem 22% dos custos.

No total, em 2016, foram arrecadados 35,7 milhões de euros de portagens na Via do Infante, enquanto que os valores pagos pelo Estado à concessionária foram de 54,2, o que dá um défice de 18,5 milhões.

A este nível, o trimestre mais negativo foi o 1º, tendo, a partir daí, vindo as receitas das portagens a ter um peso cada vez mais relevante. Inclusivamente, no 2º semestre do ano transacto, as receitas provenientes das portagens (21,428 milhões) foram suficientes para pagar todos os custos e ainda deram um ‘lucro’ de 103 mil euros.

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