Cerimónia comemorativa dos 15 anos aconteceu esta segunda feira, dia 26 de outubro, no Teatro Municipal de Faro, com presença do Presidente da Câmara Municipal de Faro, Guilherme d’Oliveira Martins (que presidiu ao comité responsável pela elaboração do documento) e a secretária de Estado adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira

O Município de Faro vai promover, no primeiro semestre de 2021, várias iniciativas junto do meio académico, escolas, equipamentos públicos e coletividades que voltem a associar a cidade à Convenção de Faro.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, no âmbito da cerimónia comemorativa dos 15 anos da Convenção Quadro do Conselho da Europa Relativa ao Valor do Património Cultural para a Sociedade (conhecida como Convenção de Faro), que juntou esta segunda feira no Teatro das Figuras, onde a mesma foi assinada, em 2015, Guilherme d’Oliveira Martins, que presidiu ao comité responsável pela elaboração do documento, e a secretária de Estado adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira.

“Ao comemorarmos o 15.º aniversário, não queremos apenas assinalar a efeméride, queremos lançar ideias que enformem a responsabilidade que nos advém do passado e assegurar que este tem expressão no que está por vir. A ministra da Cultura considerou que o semestre em que Portugal vai ter a Presidência da União Europeia (janeiro a junho de 2021) será um ótimo momento para elevar a cultura portuguesa na Europa, e, pela nossa parte, interpretamos esta posição como um desafio e estamos já a trabalhar para que assim seja”, referiu o presidente da Câmara Municipal, Rogério Bacalhau, na sua intervenção.

“Nisto se inclui uma cooperação alargada com o meio académico, e outros investigadores, para que possamos refletir sobre os resultados alcançados por esta convenção no contexto europeu e é nossa intenção, no primeiro semestre de 2021, concretizar iniciativas que voltem a associar Faro à “sua” convenção, e dar a conhecê-la a todos, na autarquia, nas escolas, nos equipamentos públicos, nos eventos, nas ruas e coletividades”, concluiu o autarca, acrescentando que “é preciso hoje, voltar, ao espírito da Convenção de Faro”, nomeadamente os valores da tolerância e “à exaltação da herança cultural dos povos europeus e dos valores que nos são comuns”.

Também Guilherme d’Oliveira Martins considerou que os fundamentos da Convenção de Faro “continuam bem presentes” 15 anos depois. “A pandemia permite-nos perceber o que é pertinente na sociedade: os valores éticos e a cultura. O património é realidade presente e nestes tempos temos de perceber que a cultura e o património são elementos fundamentais”, considerou o prestigiado académico e político.

Ângela Ferreira, secretária de Estado adjunta e do Património Cultural, destacou o carácter inovador, a todos os níveis, da Convenção de Faro. “Este documento apresenta-nos um entendimento mais abrangente do que é património onde que a tónica não foi apenas colocada exclusivamente na sua preservação mas na possibilidade do património como instrumento fundamental para a promoção da qualidade de vida das pessoas e das comunidades”, referiu.

“Património representa a memória de um povo, e a vida de quem nos antecedeu, mas encerra além deste passado algo que é presente e futuro, porque o património é também fonte de desenvolvimento dos territórios e enriquecimento das pessoas. Através do património sentimos a companhia de quem aqui esteve antes mas vemos também aquilo que amanhã poderemos ser. Foi graças à Convenção de Faro que esta visão integrada e completa do património cultural tomou forma”, considerou.

Câmara Municipal de Faro

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