Pelas contas da Câmara de Portimão, a primeira noite do Festival da Sardinha levou cerca de 15 mil pessoas à zona ribeirinha da cidade. Sardinha assada, artesanato, doces, boa ‘pinga’ e muita música compõem o menu.

No primeiro dia, houve a encenação do “Alar da rede” ao som do “Arribalé” com a participação do grupo Coral de Portimão e a Orquestra de Acordeões da Academia de Música de Lagos que unirem as vozes aos instrumentos. No espaço da Antiga Lota realizou-se uma demonstração ao vivo de preparação de algumas “artes” piscatórias locais, como o remendar das redes de uma traineira ou o “safar” e “iscar” os aparelhos de pesca artesanal de Alvor e foram exibidos alguns filmes sobre a pesca em Portimão.

A inauguração contou com as presenças do ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e do ministro Adjunto, Eduardo Cabrita. À chegada, e em declarações à comunicação social, Ana Paula Vitorino afastou a possibilidade da pesca à sardinha parar durante 15 anos, como foi recomendado por especialistas do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES).

Isso seria um cenário “impensável” e teria efeitos “desastrosos”. Para além de que, na sua opinião, a gestão que tem sido feita é prudente e responsável, o que permitiu que, depois de no início do ano, se ter fixado uma quota de 10 mil toneladas para Portugal e Espanha, se ter agora definido mais 7 mil toneladas para o resto do ano, 4.760 das quais para a frota portuguesa.

O Festival da Sardinha vai manter-se até Domingo, dia 6 de Agosto. Na primeira noite foi Aurea que subiu ao palco e na Quinta-feira, o espectáculo musical ficou por conta de Reflect. Esta Sexta-feira actua o grupo musical Átoa e no Sábado, dia 5, a fadista Cuca Roseta apresenta a versão em palco do seu último álbum de originais “Riu”. Em termos musicais, o Festival da Sardinha encerra com a actuação de João Só, no Domingo, dia 6.

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