A FATACIL tem condições para ser sustentável e até dar lucro. Esta é a convicção de Francisco Martins, o presidente da Câmara de Lagoa, entidade que, pelo segundo ano consecutivo, organiza o certame.

Pouco depois de ter assumido funções, o autarca e a sua equipa iniciaram o processo de dissolução da entidade que organizava a feira, a FATASUL, devido ao ‘buraco’ financeiro que tinha sido criado e assumiu a câmara a responsabilidade de ser ela própria a organizar o evento.

O objectivo, diz Francisco Martins, era reformular a FATACIL em muitos aspectos e colocá-la “a dar lucro no espaço de três anos”. No ano passado, admite que a organização não foi fácil, uma vez que, por ser da responsabilidade da câmara teve que respeitar todos os trâmite e prazos legais que se aplicam às autarquias, o que levou a que o processo se atrasasse e tudo ficasse pronto mesmo em ‘cima’ da data de abertura do certame.

Para além disso, “houve muitos investimentos no espaço, desde o pórtico da entrada, passando desmantelamento de uma nave e pela eliminação de uma série de barreiras arquitectónicas”, o que implicou um grande investimento.

Este ano, em função dessa experiência, pôr de pé a feira foi um processo mais tranquilo e “em Abril já tínhamos cerca de dois terços da feira organizados.” O investimento também foi menos pesado, pelo que “em termos financeiros, já vai ser muito mais sustentável e o meu objectivo é que, a partir do próximo ano, a feira seja completamente auto-sustentável e que dê lucro.”

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