Desemprego registado recua 5,7% em maio face a abril e 26,3% em termos homólogos

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou 5,7% em maio face a abril e diminuiu 26,3% relativamente a maio do ano passado, para 296.394, informou hoje o IEFP.

Segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em maio havia menos 18.041 desempregados inscritos do que no mês anterior e menos 105.789 do que em maio de 2021.

Comparando com maio de 2019, pré-pandemia, o número de desempregados diminuiu 2,7% (-8.777 pessoas).

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social destaca tratar-se do valor de desemprego “mais baixo dos últimos 19 anos”: “O desemprego registado pelo IEFP em maio desceu em todas as comparações, registando o valor mais baixo em maio desde 2003”, salienta.

Ao longo do mês de maio, inscreveram-se nos serviços de emprego de todo o país 37.070 desempregados, mais 2.987 (+8,8%) do que no mesmo mês de 2021, mas menos 577 (-1,5%) do que em abril.

De acordo com o IEFP, “para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2021, na variação absoluta, contribuíram, com destaque, os grupos dos indivíduos que procuram novo emprego (-101.138), os que possuem idade igual ou superior a 25 anos (-90.371) e os que estão inscritos há menos de um ano (-71.309).

Quanto ao desemprego jovem (pessoas com menos de 25 anos), registou uma diminuição em cadeia de 8,6% em maio (-2.781 jovens) e uma diminuição de -34,2% (-15.418 jovens) face ao período homólogo. Verifica-se igualmente uma diminuição de -1,4% na comparação com maio de 2019.

Entre abril e maio, o desemprego registado diminuiu em cadeia em todas as regiões, sendo que, em termos homólogos, também se verificaram descidas em todo o país, com destaque para a redução de -54,8% na região do Algarve (-14.569 pessoas) e de 40,3% na região autónoma da Madeira.

A nível setorial, registaram-se descidas em todos os grandes setores de atividades.

O desemprego oriundo do alojamento, restauração e similares diminuiu 9,3% (-2.367 pessoas) entre abril e maio, registando uma descida de 45,8% em termos homólogos (-19.548 pessoas).

Em maio, havia 145.642 desempregados de longa duração, uma diminuição de 5,7% (-8.851 pessoas) face a abril, estando agora 19,1% abaixo do nível registado em maio de 2021 (-34.480 pessoas).

Já os inscritos há menos de um ano totalizavam 150.752, tendo-se observado um recuo em cadeia e em termos homólogos de, respetivamente, 5,7% e 32,1%.

Os grupos profissionais mais representativos dos desempregados registados no Continente eram em maio os ‘trabalhadores não qualificados’ (26,1%), ‘trabalhadores de serviços pessoais, de proteção de segurança e vendedores’ (20,5%), ‘pessoal administrativo’ (11,9%) e ‘especialistas das atividades intelectuais e científicas’ (10,5%).

Relativamente ao mês homólogo de 2021, e excluindo os grupos com pouca representatividade no desemprego registado, o IEFP refere que “todos os grupos apresentaram diminuições”, com destaque para os ‘trabalhadores de serviços pessoais, de proteção de segurança e vendedores’ (-34,2%), ‘operadores de instalações e máquinas e trabalhadores de montagem’ (-28,0%) e os ‘trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices’ (-26,1%).

Quanto às ofertas de emprego recebidas ao longo do mês de maio, totalizaram 15.277 em todo o país, um número inferior em 2.336 às recebidas no mês homólogo (-13,3%) e mais 3.372 do que no mês anterior (+28,4%).

As atividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego (sendo que neste caso o IEFP considera apenas os dados relativos ao Continente) foram as ‘atividades imobiliárias e dos serviços de apoio’ (20,0%), o ‘alojamento, restauração e similares’ (16,4%) e o ‘comércio por grosso e a retalho’ (11,4%).

As colocações realizadas durante o mês de maio totalizaram 9.287 em todo o país, um número inferior ao verificado em igual período de 2021 (-836; -8,3%) e superior ao do mês anterior (+247; +2,7%).

A análise das colocações por grupos de profissões (dados do Continente), mostra uma maior concentração nos ‘trabalhadores não qualificados’ (30,0%), nos ‘trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores’ (18,7%) e no ‘pessoal administrativo’ (11,9%).

Lusa

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