Chuva de março pôs fim à seca extrema

Portugal continental registou no final de março um desagravamento da situação de seca meteorológica em todo o território, deixando de haver regiões em situação de seca extrema, segundo o último boletim climatológico do IPMA.

No fim de março, 81,7% de Portugal continental estava em seca moderada, 15,9% em seca severa e 2,4% em seca fraca, de acordo com o índice meteorológico de seca (PDSI) disponível hoje no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Estes valores contrastam com a situação verificado no final de fevereiro, em que mais de 60% do território de Portugal continental estava em seca extrema e 29,3% em seca severa.

Segundo o IPMA, no final de março grande parte do território está na classe de seca moderada, enquanto parte do interior Norte e litoral Sul apresentam seca severa.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.

A seca meteorológica está diretamente ligada ao défice de precipitação, quando ocorre precipitação abaixo do que é normal.

Além do índice de seca, o Boletim Climatológico do IPMA, indica que o mês de março foi classificado como normal em relação à temperatura do ar e chuvoso quanto à precipitação.

Segundo o IPMA, março foi o 6.º mês mais chuvoso desde 2000, com o valor médio da quantidade de precipitação (102,5 milímetros) superior ao valor normal 1971-2000.

Durante o mês de março, segundo o relatório, verificou-se a ocorrência de chuva em grande parte dos dias, salientando-se o dia 03 e de 09 a 12 nas regiões Norte e Centro e o período de 20 a 24 nas regiões Centro e Sul.

O instituto destaca que em alguns locais da região Sul o total de março é cerca de três vezes o valor médio.

O IPMA explica que no final de março registou-se um aumento de água no solo em quase todo o território, sendo mais significativo na região Sul.

“Na região do Nordeste Transmontano e Beira Alta a recuperação não foi significativa e mantêm-se os valores inferiores a 20%, com alguns locais dessas regiões a atingirem o ponto de emurchecimento permanente”, é sublinhado no relatório.

Lusa

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