O Banco de Portugal mantém a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano em 2,5%. No seu Boletim Económico, hoje divulgado, aquele organismo diz esperar uma desaceleração do crescimento nos próximos meses, pelo que mantém inalterada a previsão feita anteriormente.

A recuperação da economia deverá ser suportada por um crescimento de 7,1% nas exportações de bens e serviços (4,1% em 2016), “reflectindo novos ganhos de quota de mercado”, e por um aumento de 8,0% na formação bruta de capital fixo (1,6% em 2016), “impulsionado pelas componentes pública e de habitação e pela manutenção de um forte crescimento da formação bruta de capital fixo empresarial (cerca de 7%).”

Nas exportações de bens e serviços, o Baco de Portugal destaca “o forte desempenho das exportações de turismo, que, em 2017, deverão ser 77% superiores ao nível registado em 2008.”

Adianta, ainda, que a economia portuguesa “deverá manter capacidade de financiamento, medida pelo excedente da balança corrente e de capital, de 1,8% do PIB, um nível próximo do observado em 2016.”

O consumo privado deverá crescer 2,1% em 2017, “um ritmo inferior ao projectado para o PIB e ao observado em 2016, traduzindo a desaceleração no consumo de bens duradouros, nomeadamente de veículos automóveis.”

As projecções apontam também para melhorias no mercado de trabalho, com “uma aceleração pronunciada do emprego, uma redução da taxa de desemprego e um ligeiro aumento da população activa.

De acordo com as suas projecções, a taxa de inflação, medida pela taxa de variação do índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), deverá aumentar de 0,6% em 2016 para 1,6% em 2017.

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