Avaliação bancária na habitação bate novo máximo de 1.449 euros em novembro – INE

A avaliação bancária de casas com pedidos de empréstimo para compra aumentou 29 euros em novembro, para 1.449 euros por metro quadrado, o maior valor desde 2011, quando começou a série do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor mediano de avaliação bancária do mesmo metro quadrado, em junho deste ano, era de 1.407 euros e em janeiro de 1.292 euros, segundo os resultados do inquérito de novembro do instituto, hoje divulgados.

Em termos homólogos, a taxa de variação do valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 13,9% em novembro, acima do aumento de 13,5% em outubro.

O maior aumento em novembro, face ao mês anterior, registou-se no Centro (2,3%) e a única descida verificou-se na Região Autónoma dos Açores (-0,6%), segundo os dados divulgados.

Em comparação com novembro de 2021, o valor mediano das avaliações cresceu 13,9%, registando-se a variação mais intensa no Algarve (17,6%) e a menor no Norte (11,7%).

Nos apartamentos, em novembro, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.610 euros/m2, tendo aumentado 14,9% relativamente a novembro de 2021, com os valores mais elevados no Algarve (1.993 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.917 euros/m2), e o valor mais baixo no Alentejo (1.041 euros/m2). A Região Autónoma dos Açores teve o maior crescimento homólogo (21,6%) e o Norte o menor (12,5%).

Já nas moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1.148 euros/m2 em novembro, mais 11,3% face ao mesmo mês de 2021, com os maiores valores no Algarve (2.102 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.996 euros/m2), e os valores mais baixos no Centro e no Alentejo (945 euros/m2 e 950 euros/m2, respetivamente). O Algarve e a Região Autónoma da Madeira tiveram o maior crescimento homólogo (19,6%) e o Centro o menor (10,5%).

O instituto, nos dados de novembro hoje divulgados, baseados em respostas ao inquérito à avaliação bancária na habitação, ressalva que o número de avaliações bancárias consideradas diminuiu pelo sexto mês consecutivo, para cerca de 25,6 mil, menos 13,7% do que no mesmo período de 2021 e menos 22,9% do que em maio último, mês em que se registou o máximo da série.

Lusa

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