A Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), em colaboração o Canal Algarve, e com moderação de Ramiro Santos, levou a cabo quatro debates com candidatos autárquicos, tendo um deles tido Monchique como palco.

Nele participaram Rui André (PSD), Paulo Alves (PS) e João Duarte (Cidadãos por Monchique). Não compareceu o candidato da CDU.

Se for reeleito, Rui André diz que vai continuar a desenvolver o trabalho levado a cabo ao longo dos últimos 8 anos. Um trabalho difícil, uma vez que, quando chegou, encontrou uma “câmara desorganizada”e que era “das piores pagadoras do país”. Para além disso, havia “situações lamentáveis, com, inclusivamente, um dos vereadores a ser julgado por um processo de desvios de dinheiro na Câmara, uma confusão total, com total falta de organização.”

Lamenta, inclusivamente, que não estivessem resolvidas questões essenciais, como “o saneamento e o abastecimento de água. Não tínhamos esgotos tratados em Monchique em 2010, isto é uma vergonha quando se quer apostar em turismo de natureza.”

Ao longo destes anos, uma das suas tarefas principais foi avançar com a “consolidação das contas públicas”, o que foi conseguido. Lembra que, “quando chegámos, a dívida era de 15 milhões de euros”, sendo agora de apenas apenas 10 mil euros, e tendo a autarquia um prazo médio de pagamento de 6 dias.

A juntar a isto, “temos as contas organizadas e projectos aprovados com financiamento garantido”, que pretende desenvolver ao longo do próximo mandato.

Paulo Alves (PS) lamenta que, ao fim de 8 anos de governação, “Rui André fala é de projectos” e não de obra feita. Na sua opinião, ao longo destes dois mandatos, “houve uma ausência completa de investimento e é por isso que a dívida reduziu significativamente.”

O candidato socialista considera que o concelho tem que dar um salto muito significativo. Desde logo, ao nível do turismo, há que “falar com os operadores turísticos” e, com eles, encontrar formas de levar mais gente a Monchique. É que, lamenta, não faz sentido continuarem a “passar dezenas de autocarros para o topo da Fóia e não pararem em Monchique”. Duas das propostas que faz para atrair mais gente ao concelho são a criação de um parque eco-biológico e de “um festival que envolva a vila toda, de música, cor e artes perfomativas”.

Mas, também muito importante é dar condições aos jovens para que se fixem no concelho. Deve continuar-se a dar-lhes apoios para que prossigam os seus estudos superiores fora de Monchique, mas depois há que criar incentivos e formas de os convencer a voltar e a utilizarem as suas ideias e o know-how que adquiriram ao serviço de Monchique.

João Duarte (Cidadãos para Monchique) coloca a sua tónica numa boa gestão municipal, a par da criação de condições para que o concelho consiga disponibilizar cada vez mais “emprego sustentável e responsável” aos seus cidadãos.

Este candidato apresenta uma proposta de criação de um parque empresarial ou ninho de empresas para a zona da Nave, para onde seriam transferidos os armazéns da Câmara, pois a actual localização, na sua opinião, “não é sustentável, está muito próxima da vila”.

O espaço que, devido a essa deslocalização, ficaria disponível seria ocupado por um novo quartel dos bombeiros e também para essa zona seria deslocalizado o heliporto, que, há anos, se encontra numa localização supostamente provisória e também a GNR.

Graças a estas mudanças, seria possível “criar um pólo cultural e desportivo no centro da vila”, aproveitando os espaços deixados vagos, com a conversão do actual quartel dos bombeiros num pavilhão multiusos, para além de se instalarem outros equipamentos e espaços naquela zona nobre da vila.

O vídeo do debate está disponível aqui.

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