Começou esta Sexta-feira e desenvolve-se até Domingo, em Alcoutim, a segunda edição do Festival do Contrabando.

Por estes dias, quem passar por aquela vila arrisca-se a dar de caras com ‘contrabandistas’ e ‘guardas-fiscais’, a reviverem episódios do ‘gato e do rato’ de outros tempos.

A realização deste festival integra-se numa estratégia de desenvolvimento turístico do concelho, assente na promoção do património natural, histórico, gastronómico e cultural.

A vila de Alcoutim e a vizinha Sanlúcar de Guadiana, que também participa na iniciativa, proporcionam aos visitantes um variado cartaz de eventos culturais, espectáculos de música, teatro, artes e ofícios tradicionais, arte circense, animação musical, workshops de ofícios tradicionais, Jornadas do Contrabando, Concurso de Fotografia ou ainda visita a monumentos da história da região e do contrabando e muita mais animação tendo sempre presente a beleza e imponência do Rio Guadiana.

O primeiro Festival do Contrabando contou com uma ponte pedonal que ligou as margens de Alcoutim a Sanlúcar do Guadiana, uma iniciativa que este ano se repete. 

Este festival relembra uma actividade que, embora ilícita, atraiu muitas pessoas, que através do contrabando procuravam combater a miséria e a fome, com que, em muitos períodos, se debateram as populações raianas.

Colocando em risco a sua vida e a dos familiares, os contrabandistas do Guadiana desejavam garantir a sua sobrevivência, comercializando café, ovos e bebidas alcoólicas em troca de miolo de amêndoa – um produto de qualidade e bastante caro em território lusitano -, o que lhes possibilitaria o dobro do investimento já feito.

Organizado pela Câmara de Alcoutim em parceria com o Ayuntamiento Sanlúcar de Guadiana e com o apoio do Governo de Portugal, Turismo de Portugal, Região de Turismo do Algarve e 365 Algarve, o Festival do Contrabando vem recuperar essas memórias e reviver tempos idos que tão profundamente estão marcados na história do Concelho, das suas gentes e do Rio Guadiana.

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