A ANA Aeroportos de Portugal informa que no Aeroporto de Faro já foram atingidas as reservas de emergência, estando o fornecimento de combustível suspenso, pelas empresas petrolíferas, desde ontem à noite.

Isso resulta da greve dos motoristas de matérias perigosas que se iniciou na segunda-feira e se prolonga por tempo indeterminado.

Esta é uma situação que deverá ter evoluções positivas nas próximas horas caso tenha consequências práticas a decisão de hoje do Governo de proceder a requisição civil destes motoristas, com a obrigatoriedade de abastecerem hospitais, bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos, nas mesmas condições em que o devem assegurar em dias em que não haja greve.

Na resolução de Conselho de Ministros publicada esta terça-feira em Diário da República também se define que aqueles profissionais devem proceder ao abastecimento aos postos de abastecimento da grande Lisboa e do grande Porto, “tendo por referência 40 % das operações asseguradas em dias em que não haja greve”.

Devem, igualmente, fazer o “transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC, nos casos em que a acumulação de stocks de produtos refinados imponha o funcionamento das unidades em regimes abaixo dos respetivos mínimos técnicos, de acordo com os manuais de operação” e ao “transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC, nos casos em que os stocks de petróleo bruto ou outras matérias-primas em armazenagem sejam insuficientes para garantir o funcionamento das unidades nos respetivos mínimos técnicos, de acordo com os manuais de operação, em virtude das implicações na satisfação de necessidades sociais impreteríveis e na segurança e manutenção dos equipamentos e instalações das unidades processuais das refinarias de Sines e Matosinhos”.

No documento acrescenta-se, igualmente, que se deve proceder ao “estritamente indispensável com as restantes unidades e instalações dos sistemas industriais das áreas de Sines e de Matosinhos associados às refinarias da Petrogal, de forma a garantir o funcionamento estável das suas unidades à carga mínima, de acordo com os respetivos manuais de operação, de forma a evitar riscos para a segurança dos equipamentos e instalações e impactos ambientais”.

Partilhar: