O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, diz ser “lamentável que, apesar de todos os esforços, uma questão entre empregadores e sindicatos na área dos transportes de matérias perigosas e mercadorias penalize de forma vil e injustificada o turismo da região.” Em comunicado, aquele responsável diz esperar que “as duas partes envolvidas se dignem a respeitar rapidamente os turistas e a população residente.”

João Fernandes garante que a entidade que dirige “tem estado empenhado em encontrar soluções para minimizar o impacto da greve dos motoristas de pesados no setor do turismo desde que foi anunciada a 15 de julho e está a acompanhar em permanência a situação, numa altura em que a população na região triplica e em que é necessário garantir a tranquilidade a todos os turistas e residentes.”

“Estamos em contacto permanente com a Secretaria de Estado do Turismo, mas também com o Ministério do Mar e com a Entidade Nacional para o Setor Energético, reportando as dificuldades sentidas nas diferentes áreas do turismo da região, através de informação recolhida junto do aeroporto e dos representantes das associações de hotelaria, restauração, rent-a-car e marinas, de forma a ultrapassarmos os constrangimentos gerados por esta greve que são, obviamente, alheios à nossa vontade”, afirma o presidente da RTA, para quem o cumprimento dos serviços mínimos sempre foi considerado “crítico”. 

“Assim que tivemos conhecimento do pré-aviso de greve, começámos a definir um plano de ação, em conjunto com entidades regionais e nacionais diretamente relacionadas com o setor do turismo, e partilhámos com o Governo propostas que integraram a declaração de serviços mínimos”, esclarece João Fernandes. 

Nas propostas entregues pela RTA constava já a redefinição da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), face ao consumo de combustíveis na região em agosto de 2018, com base em dados da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC).

Partilhar: