O projecto da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) «Algarve Store & Business Online» foi apresentado no Festival do Medronho, que decorreu em Monchique, ao longo do fim-de-semana.

António Magalhães e Armindo Silva, da NKA, a empresa que o está a desenvolver, explicaram o modo de funcionamento da plataforma online a que foi dada a designação de «We Shop Algarve» e que vai servir para a venda directa de produtos algarvios ao consumidor final e também para revenda.

Para além do mercado nacional, pretende-se que chegue a outros países europeus, como a França, a Inglaterra, a Alemanha, a Espanha e até ao outro lado do Atlântico, aos Estados Unidos.

Nesta fase, a adesão dos produtores não tem qualquer custo associado. Os interessados podem, desde já, inscrever-se através do preenchimento de um formulário que está disponível no site da ACRAL. Uma vez aprovada a candidatura e estando a plataforma em funcionamento poderão aí fazer a apresentação dos seus produtos, os quais ficarão disponíveis numa espécie de grande espaço comercial online, à disposição dos potenciais compradores.

Esta loja virtual vai ter um portal institucional para onde serão carregados conteúdos relacionados com o Algarve, ao nível turístico, recreativo e do património, que tem como função atrair visitantes que depois podem passar, então, à ‘loja’ onde estão expostos os produtos para venda. Haverá, ainda, um portal específico para revendedores. 

Falando no debate que se seguiu a esta apresentação, o presidente da ACRAL, Álvaro Viegas, disse que se trata de uma oportunidade para os empresários complementarem a sua oferta e alargarem o seu universo de clientes. À loja física passam a juntar uma loja virtual e, sem custos, conseguir algo que todos os empreendedores sabem ser bastante difícil: conseguir condições para exportar os seus produtos.

Este dirigente referiu que, numa primeira fase, “foi feito o levantamento de 170 produtos que podem ir para a plataforma”. Tendo em conta a sua qualidade, Álvaro Viegas mostra-se convicto que este projecto vai ser um sucesso, com uma grande adesão não só ao nível dos produtores, mas também da parte dos futuros clientes. A única dúvida que manifestou é “se vamos ter capacidade para fazer face à procura”que antevê bastante elevada, tendo em conta que a generalidade das unidades de produção algarvias são de pequena ou média dimensão.

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