As novas empresas criadas aumentaram em termos homólogos 15% até maio deste ano, para 17.767, e as que iniciaram um processo de insolvência diminuíram em 6,4%, para 957, face ao período homólogo, foi hoje anunciado.

De acordo com o barómetro da Informa D&B, a queda na constituição de empresas observada no ano passado atingiu todos os setores, mas “alguns deles de forma bastante mais acentuada”, sendo que a recuperação registada até maio “está também a ser feita a diferentes velocidades”.

Quanto ao setor do retalho, constata-se que apresenta o maior crescimento percentual na comparação homóloga até maio (+44%), sendo que o subsetor do ‘têxtil e moda’ e ainda as empresas de retalho via internet mostram um especial peso no total das 2.415 novas empresas criadas, mais 737 na comparação com o mesmo período do ano passado.

As atividades imobiliárias e a construção, por sua vez, mostram também dinamismo, com subidas de 36% (mais 497 constituições) e de 23% (mais 398 constituições), respetivamente.

No sentido oposto, destaca-se o setor dos transportes, que é o que regista a maior queda em novas empresas face ao período homólogo, com menos 489 constituições, o que representa um recuo de 41%.

Contudo, enquanto o subsetor do transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros é o que tem a maior queda, o subsetor das atividades de distribuição e logística mais do que duplica o nascimento de novas empresas nos primeiros cinco meses deste ano.

Quanto ao número de empresas que iniciaram um processo de insolvência até maio deste ano, diminuíram em 65, para 957, na comparação com igual período do ano anterior.

O setor do alojamento e restauração, em especial o subsetor da restauração, foi o único que registou um aumento nas insolvências face ao ano passado, com mais 47 casos (mais 45%).

O setor industrial, que é aquele com um maior número de processos de insolvência em termos absolutos, denotou a quebra mais acentuada (menos 33% e menos 91 casos), um fenómeno particularmente visível no subsetor ‘têxtil e moda’ e na região norte de Portugal.

Por regiões do país, em termos de criação de novas empresas, todas registaram um crescimento até maio e em termos homólogos.

Em número absoluto de novas empresas, a Área Metropolitana de Lisboa é aquela onde há maior número de constituições até maio, mas é a mesma região, em conjunto com o Algarve, que regista também o menor crescimento.

Nos cinco primeiros meses deste ano, o crescimento da constituição de novas empresas atinge os valores superiores nas regiões da Madeira, Norte e no Alentejo.

Lusa

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