Hoje em dia, são várias as hipóteses alternativas de financiamento que estão disponíveis a quem precisa de dinheiro para criar ou desenvolver uma empresa.

Uma parte substancial do 1º Meeting de Empreendedorismo “Lagos Start on to Start up” foi, exactamente, dedicada a esta temática. O presidente executivo da PME Investimentos, Marco Fernandes, referiu-se, com algum pormenor, a vertentes como Crowdfunding, Capital de Risco, Business Angels ou Garantia Mútua.

Uma das formas mais curiosas e pouco conhecidas do grande público de obter financiamento ou investir em empresas chama-se Equity Crowdfunding e é um mecanismo relativamente recente, tornado possível pela evolução das novas tecnologias.

O sistema funciona, basicamente, assim: uma empresa que precisa de financiamento faz uma proposta em que indica a verba que precisa e a percentagem do seu capital social que, em troca, disponibiliza aos investidores que aceitem a esse desafio.

Depois tenta colocar essa oferta num dos sites especializados nesta área, como o Seedrs, e uma vez aprovada pelos respectivos administradores (que fazem uma investigação prévia para tentar garantir que os dados referidos são verdadeiros), qualquer pessoa pode tornar-se um pequeno investidor e accionista da empresa em causa.

A forma de investimento é bastante simples. Basta inscrever-se no site em causa, decidir qual o montante que quer aplicar (a partir de apenas 10 euros) e fazer a transacção, basicamente da mesma maneira que faria se estivesse a comprar qualquer objecto através de um site de comércio electrónico. E, por essa via, garante o direito de ficar com uma parte da empresa que escolheu.

O Crowdfunding pode ser utilizado também sob a forma de empréstimo. Ou seja, a verba investida não é convertida em capital da empresa, ficando esta obrigada a devolver o dinheiro aplicado acrescido do juro acordado.

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