Para as empresas hoteleiras algarvias, o golfe continua a ser “uma arma importante no combate à sazonalidade”, referiu Sandra Matos, directora de Marketing e Vendas do grupo JJW Hotels & Resorts, no decorrer do seminário «Promover a Excelência na Hotelaria no Algarve» que, promovido pelo Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), teve como palco o auditório do Museu de Portimão.

O sol, o mar e as praias algarvias são e vão continuar a ser os factores que mais turistas atraem à região, mas para que aumentem as suas ocupações fora da ‘época alta’, as unidades hoteleiras precisam de apostar cada vez mais em produtos alternativos, em nichos como o birdwatching, cycling e walking, entre outros.

Também a gastronomia e a cultura algarvias devem ser melhor usadas no tarefa de tentar que mais gente escolha o Algarve para as suas férias, defende esta profissional.

Mas fundamental mesmo para que os turistas regressem é que os hotéis ofereçam um bom serviço, o que passa por terem bons e motivados profissionais. No caso das unidades hoteleiras que representa, isso passa pela estratégia de manter profissionais por longos períodos, muitos deles “ao longo de até 30 ou 40 anos”.

Na sua opinião, isso faz com que vistam a camisola das unidades em que trabalham, que tenham “orgulho e sentido de pertença”. Muitas vezes, esse sentimento acaba de ter maior importância na produtividade dos trabalhadores do que, propriamente, o valor dos salários.   

Ainda assim, também admite que há escassez de bons profissionais, um problema que poderá intensificar-se caso, tal como é previsível, os bons indicadores turísticos continuem nos próximos anos. No entanto, mostra-se relativamente optimista de que a região ainda vai a tempo de tomar as medidas que se imponham.

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