A associação AlgarOrange apresentou uma candidatura à linha de internacionalização do CRESC Algarve 2020, através da qual pretende conseguir financiamento para iniciativas de promoção da laranja algarvia.

Além do aumento do consumo e da comercialização dos citrinos dentro da própria região, a candidatura prevê que eles sejam igualmente vendidos em países como a Alemanha, a Espanha e o Canadá, mostrando ao mundo a qualidade destes produtos genuínos.

Responsáveis daquela associação promoveram, recentemente, uma reunião que juntou elementos da Região de Turismo do Algarve (RTA), da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Algarve) e da hotelaria para debater estratégias que façam dos citrinos o «cartão-de-visita» da região.

No decorrer do encontro, o presidente da RTA, João Fernandes, defendeu que «é importante que os nossos citrinos migrem para a oferta dos estabelecimentos de restauração e de hotelaria da região, sendo incluídos nas ementas turísticas”.

Por seu lado, o diretor da DRAP Algarve, Pedro Monteiro, referiu que “o aproveitamento de sinergias entre Turismo e Citricultura só pode ser uma estratégia win-win; ganha o primeiro em termos de diferenciação da oferta por se associar a uma produção regional de qualidade reconhecida e certificada, ganham os segundos por via da alavancagem induzida por uma marca e um setor com o peso e a notoriedade internacional do Turismo do Algarve.”

Os citrinos do Algarve foram o primeiro produto genuíno da região com Indicação Geográfica Protegida, obtida em 1994. Há mais de 15 mil hectares de citrinos plantados no Algarve, região que produz 340 mil toneladas por ano e que detém o título de principal produtora de citrinos do país.

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