As dores de cabeça de quem tem a tarefa de recrutar profissionais para as empresas

As questões relacionadas com a sazonalidade, a promoção, o emprego e formação estiveram em destaque no decorrer do seminário «Promover a Excelência na Hotelaria no Algarve» que, promovido pelo Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), teve como palco o auditório do Museu de Portimão, na passada Sexta-feira, 12 de Maio.

A queda, aparentemente sustentada, da taxa do desemprego, ao longo dos últimos trimestre é uma boa notícia, mas começa a trazer problemas às empresas do sector que sentem muita dificuldade em encontrar trabalhadores em qualidade e quantidade, referiu Elísio Silva, da DUAL, o departamento de formação da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã.

Trata-se de um problema ainda maior devido à questão da sazonalidade, que leva a que as empresas precisem de muito mais mão-de-obra em apenas uma parte do ano, na chamada época alta.

Uma forma de resolver esta dificuldade, defendeu Elísio Silva e também o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, é que se criem mecanismos que permitam às empresas do sector manter todo o pessoal de que precisam no Verão também ao seu serviço no Inverno, nem que seja em acções de formação.

Mesmo quando não há escassez de trabalhadores, um dos problemas com que se debate quem tem a missão de recrutar profissionais é não encontrar quem tenha as competências certas para os postos de trabalho em causa.

Este problema começa nas escolas e universidades que, como se sabe, em muitos casos, estão a formar pessoas para o desemprego, uma vez que os cursos que oferecem não têm saídas profissionais. 

Nesta como noutras matérias, defendeu o responsável da DUAL, é fundamental “envolver as empresas”, para que estas digam que tipo de profissionais vão precisar e que competências devem possuir.

Mas, no interior das empresas, também é fundamental que a aposta na formação e requalificação profissional seja encarada como uma necessidade permanente. E que deve abranger não só os trabalhadores dos escalões médios e baixos, como, inclusivamente, os do nível mais elevado, uma vez que, muitas vezes, se verifica um grande “amadorismo ao nível da gestão” que impede as empresas de concretizarem todo o seu potencial.

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