O défice público português foi de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1.º primeiro trimestre de 2017, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). Este saldo representa uma diminuição de 1,2 pontos percentuais face ao período homólogo de 2016, em que o défice tinha sido de 3,3%.

A maior contribuição veio da parte das receitas que teve um aumento de 3,1%, de que se destacam os aumentos da receita de impostos sobre a produção e importação (4,2%), das contribuições sociais (5,1%) e da rubrica “outra receita corrente” (28,5%).

Ao longo deste período, o Estado gastou um pouco mais (0,3%) do que no período homólogo. Refere o INE que o acréscimo da despesa decorreu sobretudo dos aumentos do consumo intermédio (7,5%) e da despesa de capital (12,5%), tendo sido atenuados pelas reduções de despesa com prestações sociais (1,4%) e com juros (4,2%).

O Ministério das Finanças já reagiu a estes dados, referindo, em comunicado, que “este saldo corrobora a dinâmica positiva que caracteriza a economia portuguesa actualmente, e confirma a tendência de diminuição do défice das contas públicas, compatível com as previsões apresentadas”.

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