Uma aplicação informática que permita automatizar todo o tipo de serviços de que os clientes de hotéis possam necessitar, como as reservas de quarto, pedidos de room service, reservas de restaurante, entre muitos outros.

Este é o projecto de Joaquim Costa, que está em vias de se tornar uma realidade. A aplicação, Guestbind, que foi apresentada no Sábado, na sessão de Dezembro da Beta Talk, está construída e vai agora entrar em fase de testes e de afinações para ser lançada em Janeiro do próximo ano.

Depois, qualquer pessoa vai poder descarregá-la para o seu smartphone, de forma gratuita, e ver facilitada a sua vida enquanto cliente de hotel. A rentabilização do serviço é feita através da cobrança de uma verba mensal por parte da empresa de Joaquim Costa às unidades hoteleiras que instalem o software.

Trata-se de um serviço que, diz o empreendedor, “interessa às duas partes”. Por um lado, é mais um serviço que os hotéis prestam aos seus clientes e que até lhes permite aumentar as receitas e, por outro, “facilita a vida aos hóspedes”, que não precisam de se dirigir à recepção ou procurar um funcionário sempre que têm uma dúvida ou precisam de uma informação.

Embora o seu foco principal seja a indústria hoteleira, o empreendedor também pretende, no futuro, integrar no software restaurantes e outras empresas que prestem serviços que possam interessar aos utilizadores da Guestbind.

Natural do Porto, Joaquim Costa esteve sete anos ao serviço da Marinha, como fuzileiro, uma experiência que “me moldou o carácter”. Mas como passava muito tempo longe da família, em determinada altura sentiu que tinha de mudar de vida.

Veio, então, ao de cima a sua veia de empreendedor e avançou com o seu primeiro projecto, a Unitalents. Tratava-se de uma plataforma online através da qual fazia o recrutamento e selecção de talentos universitários. E as coisas até começaram a correr bem, com diversas empresas, algumas de topo, a recorrerem aos seus serviços.

No entanto, assume que, embora ainda exista, a empresa não atingiu o potencial que esperava, em parte devido a erros que assume ter cometido. Um deles era o de tentar fazer praticamente tudo sozinho, o que assume hoje, não é possível. Autodidacta por natureza, procura estar por dentro de todas as vertentes dos projectos em que se envolve, o que, até certo ponto é bom, mas por outro, acaba por não ser a forma mais eficaz de fazer crescer uma empresa.

Agora, diz ter aprendido com esses erros e, em boa medida, foi por isso que resolveu instalar-se na incubadora Startup Portimão, em pleno Autódromo do Algarve, uma vez que ali tem outros empreendedores e mentores com quem se aconselhar, que, inclusivamente, o ajudam a “abrir portas” e com os quais até poderá, eventualmente, vir a fazer parcerias.

Para já, está focado em, junto de uma unidade hoteleira da região, limar as arestas do Guestbind, melhorá-lo em função das necessidades concretas que venha a detectar, lançá-lo no início do próximo ano e fazer da sua aplicação um grande sucesso.

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