Quem está a iniciar um negócio ou a precisar de dinheiro para dar o ‘salto’ tem como uma das formas alternativas de financiamento aos modelos tradicionais recorrer a um business angels.

Trata-se de alguém com disponibilidade financeira e que poderá investir a troco de uma participação no capital social da empresa em causa. Um desses investidores é Francisco Banha, que marcou presença no seminário “Lagos Start on to Start up”, que se realizou, recentemente, na cidade lacobrigense.

No entanto, não é tarefa fácil conseguir um parceiro de negócios destes. Ao analisar uma proposta, Francisco Banha procura detectar se ele possui os quatro M’s que captarão a sua atenção e o levarão a abrir os cordões à bolsa.

O primeiro ‘M’ é de Magia. O projecto tem que ter a magia necessária que o leve a entusiasmar-se com ele. O ‘M’ seguinte é de Management, ou seja, é avaliada a equipa que se apresenta, o seu background, de forma a tentar perceber se tem condições para levar o projecto a bom porto.

Mas ainda há dois ‘M’s’ para analisar. O seguinte é o ‘M’ de Mercado. O projecto pode ser muito bonito e quem o apresenta estar entusiasmado, mas para que tenha sucesso é fundamental avaliar se os produtos ou serviços em causa têm mercado. Por fim, há o ‘M’ de Money. Nesta fase, Francisco Banha procura perceber “se conseguimos chegar ao preço que o mercado quer”.

Depois de toda esta ‘radiografia’ é evidente que a esmagadora maioria dos projectos apresentados (entre 95 e 99%) é rejeitada. Até porque, mesmo que cumpram todos estes ‘M’s’, ainda se coloca a questão de saber se é um tipo de negócio que se adapte ao business angel, que pode não ter as competências e os contactos necessários para ser uma mais-valia.

E ainda há a questão de escala. Os business angels querem envolver-se, essencialmente, em projectos que tenham potencial de crescimento exponencial, de forma a que, algum tempo depois, possam vender a sua parte do capital com um lucro muito elevado.

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