Cada turista deixa 1.400 euros no Algarve

O Algarve é avaliado de forma positiva por 98% dos turistas que visitaram a região em 2016, sendo a praia, o clima, a gastronomia e as pessoas os principais atributos que justificam a satisfação.

Obviamente que, se voltam satisfeitos para casa, a maioria tem intenção de regressar à região logo que possível e mais de 90% garantem que a recomendarão nos seus círculos mais próximos. Estas são algumas das conclusões do estudo «O perfil do turista que visita o Algarve» que foi encomendado pela Região de Turismo do Algarve e realizado pela Universidade do Algarve, sob a coordenação científica e técnica dos professores Antónia Correia e Paulo Águas.

Foram levados a cabo 4.205 inquéritos, realizados em dois períodos: o primeiro, no período de Julho a Agosto, representativo da época alta do turismo na região, e o segundo no período de Setembro a Outubro.

A avaliação positiva do destino Algarve é transversal aos vários perfis de turista, sejam eles tradicionais ou residenciais, alojados em qualquer uma das diferentes zonas da região e viajando dentro ou fora da época alta. Esta satisfação, combinada com um custo considerado acessível (69%), justifica a afinidade que revelam com a região.

Este estudo revela que os turistas residenciais permanecem, em média, 12,6 dias no Algarve, sendo que a grande maioria já conhecia a região (87%), local que visitam pelo menos uma vez por ano (49%), partilhando as suas férias nas redes sociais (48%). Para além da casa própria, utilizam também o arrendamento privado (47%) que é reservado maioritariamente online (61%), no Booking.com (23%) ou no AirBnb (28%), sugerindo que cada vez mais o alojamento local ganha consistência e quota de mercado.

Os turistas tradicionais, por seu turno, alojam-se maioritariamente em hotéis (53%) ou resorts (34%) por 8,9 dias. Uma procura maioritariamente estrangeira (79%) justifica a deslocação por via área (68%). Também estes turistas são habituais na região (74%), ainda que com uma cadência de visita menor (39% fazem-no uma vez por ano e 33% ocasionalmente).

O turismo tradicional é sobretudo proveniente de Portugal (21%), Reino Unido (25%) e Alemanha (11%), enquanto o turismo residencial alberga nacionais (42%), britânicos (19%) e franceses (8%).

Em termos económicos, cada visitante faz um gasto médio de 136 euros por dia, gerando uma receita estimada de 1.400 euros por turista. No caso dos turistas residenciais, férias, reforma e investimento são os três principais factores a justificar a decisão de fixar a base de férias no sul do país, contribuindo de forma decisiva para o impacte económico do turismo na região que registou um fluxo de dormidas superior a 18,1 milhões em 2016 (face a 16,6 milhões em 2015).

No que diz respeito à dispersão territorial, Albufeira (42%), Loulé (12%) e Portimão (12%) são os municípios preferidos pelos turistas tradicionais, assumindo-se como os grandes pólos turísticos da região. O turista residencial, por sua vez, espalha-se por uma franja maior do sul do país, uma vez que para além dos três concelhos citados, que concentram 50% destes turistas, Faro (7%), Lagos (8%), Silves (7%) e Tavira (7%) são igualmente bastante procurados.

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