Se for reeleito, o actual presidente da Câmara de Tavira, o socialista Jorge Botelho, promete dedicar muito do seu tempo à implementação de medidas que tenham como objectivo a criação de emprego. Essa é uma das suas principais prioridades, segundo afirmou no decorrer de um debate autárquico que, promovido pela Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), em parceria com o Canal Algarve, juntou os seis candidatos à presidência da Câmara.

Jorge Botelho diz que “quando há emprego há sustentabilidade económica, há coesão social, as famílias vivem melhor, estão mais tranquilas e podem projectar o seu futuro”, pelo que essa é uma questão fundamental. Outra preocupação essencial referida tem a ver com o apoio social. Há que trabalhar em conjunto com a Rede Social, de forma a “identificar os problemas, com a descrição necessária”, que tais questões devem envolver.

O próximo executivo deve, também, dar especial atenção à requalificação dos bairros, a que há a juntar a construção de mais alguma habitação social, devendo para isso, defendeu o candidato do PS, o Governo avançar com soluções de financiamento especiais. Finalmente, no topo das prioridades de Jorge Botelho, está, ainda, a organização do território, de que destaca a vertente das vias de comunicação, nas quais diz ter investido cerca de 10 milhões de euros ao longo dos últimos quatro anos.

Elsa Cordeiro, a candidata do PSD, coloca a ênfase na necessidade de prestação de mais apoios às escolas. Acusa o executivo municipal de ter rasgado, há cerca de dois anos, um protocolo que existia desde 2008, o que provocou “constrangimentos em várias escolas e agrupamentos, com falta de assistentes operacionais.”

Se for eleita para a presidência da Câmara, pretende “voltar a fazer um protocolo com o Governo para transferência de competências, voltar a dotar as escolas com os melhores meios, requalificar as próprias escolas e oferta de manuais até ao 12º ano.”

A aposta na vertente da habitação, em especial no arrendamento jovem, bem como o desenvolvimento das diligências necessárias para a reabertura do Centro de Saúde são outros dos pontos que tem no topo da sua lista.

Igualmente preocupado com as questões da saúde está o candidato à presidência da Câmara que avança pelo Bloco de Esquerda, José Manuel do Carmo, que acusa o executivo do PS de, sem luta, ter deixado que Tavira ficasse sem urgência médica.

O candidato defende que o património da cidade deve ser valorizado e funcionar como “componente do desenvolvimento económico”.  Na sua opinião, a cultura e o património “têm potencial para colocar Tavira na rota das cidades património”, o que deve ser aproveitado, até para fomentar o turismo cultural.

Miguel Cunha, da CDU, elege a criação de emprego como a prioridade. Para este candidato, “é preciso dinamizar o aparelho produtivo e isso passa por fomentar as pescas, a agricultura, a indústria e também pelo turismo, porque, apesar do que poderia parecer à primeira vista, Tavira tem um problema com o turismo.” Deve, sobretudo, procurar fazer-se com que a indústria turística seja geograficamente diversificada e que chegue a outras zonas do concelho que não apenas a cidade de Tavira.

Acessos e estacionamento é um problema que, na sua opinião está longe de estar resolvido no concelho e o reforço na habitação social é igualmente uma prioridade, até porque “há freguesias que nunca tiveram habitação social”. Promover o desenvolvimento associado à marca de Tavira e dar atenção ao porto de pesca, que “é essencial para dinamizar a pesca artesanal no concelho” são outras das suas bandeiras.

João Carvalho, do CDS/PP, quer “evitar, a todo o custo, e até ao limite das minhas forças, a construção de uma nova ponte sobre o rio Gilão.” O candidato não vê necessidade de se avançar com esse projecto, pelo que, se depender de si, ele nunca sairá do papel.

Entre as suas propostas eleitorais consta a deslocalização do Centro Coordenador de Transportes da zona em que está, junto ao Gilão, uma vez que a escolha daquele espaço para colocar o “mamarracho, que está completamente ao abandono” foi “um erro”, que deve ser rectificado o mais rapidamente possível.

A criação e desenvolvimento da marca Tavira, associada à Dieta Mediterrânica, é outro dos pontos que constam do seu programa eleitoral.

Pelo «Nós, Cidadãos!» avança Carlos Nunes, que considera já ser “histórico” o facto de ter conseguido pôr de pé a sua candidatura, uma vez que o objectivo inicial passava por apresentar uma lista não à Câmara, mas à Assembleia Municipal.

O candidato mostra-se muito crítico em relação à governação de Jorge Botelho, a quem acusa de estar agora a fazer promessas para os próximos quatro anos, quando nem sequer ainda concretizou muitas das que fez há oito anos.

O vídeo do debate está disponível aqui.

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