Miguel Freitas, que até agora exercia o cargo de 1º secretário da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), é o novo secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.

O algarvio é um dos novos reforços do Governo e foi escolhido por António Costa no âmbito da mini-remodelação ocorrida esta Quinta-feira.

No dia anterior, o antigo líder do PS/Algarve tinha escrito, no jornal Público, um artigo sobre os incêndios florestais, no qual revela algumas ideias sobre a área da qual passará a ser responsável.

O novo governante considera que um dos problemas maiores para a floresta não estar devidamente ordenada e ‘limpa’ é o facto da maior parte da área florestal não gerar valor que permita aos proprietários reinvestir. Daí que seja necessário, na sua opinião, “alargar o pagamento de serviços públicos prestados pela floresta na protecção da água, do solo, da biodiversidade, da paisagem e na balança de carbono, com mais medidas silvo-ambientais e uma negociação em Bruxelas para ampliar a base de apoio aos sistemas florestais biodiversos.”

Miguel Freitas tem grande experiência nesta área, uma vez que foi director Regional de Agricultura do Algarve e Director-Geral de Desenvolvimento Rural, para além de vice-presidente da Comissão de Coordenação Regional do Algarve. Posteriormente, foi coordenador de Agricultura e Pescas da REPER (Representação de Portugal junto da União Europeia) e presidente do Comité Especial de Agricultura da União Europeia.

Deputado na Assembleia da República entre 2005 e 2015, foi o relator do grupo de trabalho sobre incêndios florestais promovido após os grandes incêndios de 2012 (Catraia – Tavira) e 2013 (Serra do Caramulo – Águeda, entre outros) que, no ano seguinte, elaborou um relatório pragmático sobre o estado da Floresta e propostas de intervenção, aprovado por unanimidade pelos seus pares.

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