O presidente da ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, Álvaro Viegas, congratula-se com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) sobre o desempenho da economia nacional no 1º trimestre de 2017, mas aconselha “prudência e alerta para a necessidade de se manter esta trajectória ascendente.”

Este dirigente associativo reconhece que “o crescimento de 2,8% do PIB, a maior taxa de crescimento homóloga da última década, é sem dúvida positivo, especialmente porque é conseguido através de um aumento significativo das exportações de bens e serviços, com destaque para o turismo, sector onde o Algarve, enquanto principal destino nacional, tem um papel decisivo.”

No entanto, alerta, “é preciso tornar este ciclo consistente e estrutural”. Até porque “não há motivo para euforias: em Espanha, por exemplo, a economia cresce acima de 3% há oito trimestres consecutivos”. 

Álvaro Viegas lembra que, “apesar de se manter em terreno positivo, o investimento, em comparação com o trimestre imediatamente anterior, diminuiu – e sem mais investimento podemos estar perante mais uma falsa partida da economia portuguesa, convém, por isso, manter uma atitude de grande prudência”.

A concluir, o dirigente da ACRAL deixa um recado ao Governo no sentido de que “é preciso manter a disciplina orçamental, mas com um Estado cumpridor, irrepreensível em matéria de pagamentos ao sector privado, e sem cortes cegos no investimento público e nas transferências para sectores relevantes, como a saúde”.

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