O presidente da ACRAL, Álvaro Viegas, manifestou a necessidade de reabrir o debate sobre a regionalização, durante o encontro de trabalho realizado com o Bloco de Esquerda, na segunda-feira, 16 de Janeiro.

“A reorganização administrativa do país é um imperativo nacional, inscrito na Constituição e eternamente adiado: está na hora de reabrir esse dossier”, considera o dirigente associativo.

O BE também expressou o seu descontentamento pelo facto de o Plano de Investimentos Ferroviários 2016-2020 para o Algarve não contemplar a ligação ao Aeroporto Internacional de Faro, opinião partilhada pelo presidente da ACRAL.

Álvaro Viegas, no entanto, quer ir mais longe. “A ligação ferroviária ao Aeroporto é sem dúvida muito importante, mas não chega: é necessário redesenhar toda a Linha do Algarve e levar o comboio até onde estão as pessoas”, afirma.

“O Aeroporto de Faro tem anualmente mais de 7 milhões de passageiros, isso justifica amplamente a necessidade – e a oportunidade – dessa ligação, mas a Universidade do Algarve tem 10 mil estudantes e também deveria ser servida por aquele meio de transporte”, defende o presidente da ACRAL.

Por outro lado, acrescenta Álvaro Viegas, “alguns dos principais polos turísticos da região, lamentavelmente, não têm ligação ferroviária, nomeadamente Quarteira, Vilamoura e Albufeira”.

Melhorar a mobilidade interna na região, conclui o presidente da ACRAL, “é mais um dos instrumentos decisivos para promover a competitividade do Algarve e combater a sazonalidade”.

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