A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) prevê um orçamento de 21,25 milhões de euros em 2026. Assim, a prioridade está na operacionalização de fundos europeus e em setores como a mobilidade, transição digital, ambiente e área social, foi divulgado.
A proposta de Grandes Opções do Plano (GOP) e de orçamento para 2026 foi aprovada na quarta-feira, em Lagos. Contudo, será ainda submetida a aprovação na reunião da Assembleia Intermunicipal da AMAL prevista para 23 de dezembro, lê-se na nota.
“O ano de 2026 marca o início de um novo ciclo autárquico, que se traduz numa nova composição do Conselho Intermunicipal, resultante das eleições autárquicas de outubro, e entre as principais linhas de intervenção da AMAL estará a gestão dos fundos europeus provenientes de dois programas”, lê-se na nota.
O primeiro é o Algarve 2023, que permitirá dar continuidade ao ITI AMAL (para projetos nas áreas dos resíduos, água, saúde, educação, combate às alterações climáticas, requalificação urbana e transformação digital). Bem como ao PADRE 2 (para investimentos em territórios de baixa densidade). Por outro lado, o segundo é o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com verbas destinadas ao Programa de Eficiência Hídrica do Algarve.
Mobilidade, transição digital e ambiente em foco
Na área da mobilidade, a AMAL prevê que seja lançado o novo concurso para os transportes rodoviários de passageiros – o VAMUS Algarve 2026-2034.
Segundo o comunicado, esta segunda concessão irá permitir “melhorar o serviço de transportes de passageiros na região e dar continuidade à aposta na descarbonização do setor”. O próximo ano assume “uma relevância particular” para a AMAL, enquanto autoridade regional de transportes.
Além disso, a instituição formada pelos 16 municípios algarvios também considera ser importante durante o próximo ano reforçar a transição digital, apostando em “sistemas de informação robustos”. O objetivo é “dotar a região de bases mais sólidas para uma tomada de decisão informada e segura”.
Na área ambiental, será um ano em que ficarão concluídos os planos de ação climática de todos os municípios. Assim também está prevista a atualização do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas (PIAAC).
Ação social reforçada na região
No que diz respeito à vertente social, 2026 será marcado pelo “arranque decisivo” da execução do Plano de Desenvolvimento Social do Algarve, acrescenta o comunicado.
Será ainda “dinamizada” a Plataforma Social Supramunicipal e disponibilizado um conjunto de indicadores que permitirá monitorizar a situação social da região, lê-se na nota.
A AMAL é formada pelos 16 municípios do Algarve: Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, S. Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António.
Lusa



