A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) não recebeu até à data, determinações específicas da Direção-Geral da Saúde para estabelecimentos hoteleiros, no caso de se verificar um surto de coronavírus num hotel.

A AHP em reunião com Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde, alertou para o facto dos estabelecimentos hoteleiros não serem empresas comuns, por albergarem turistas oriundos de todo o mundo.

Cristina Siza Vieira, Presidente da Direção Executiva da AHP, ressalva que existem procedimentos já recomendados relativamente à higiene e à limpeza. No entanto, salienta que se existir um ou dois hóspedes diagnosticados com o vírus sabem o protocolo a seguir, mas se o vírus estiver disseminado questiona se será possível o hotel entrar todo em quarentena, como já aconteceu em Espanha.

A AHP está, também, preocupada com a duração desta epidemia. A secretária de Estado do Turismo previu para este ano um crescimento de 5 a 7% no setor mas se a epidemia se prolongar as previsões podem ficar comprometidas. Cristina Siza Vieira teme, particularmente a Páscoa e o segundo semestre do ano, alturas determinantes para o turismo.

No Algarve, as reservas nos estabelecimentos hoteleiros, ainda não estão a ser afetadas devido ao coronavírus. Porém, os empresários da região receiam a quebra significativa na Páscoa.

Segundo o presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, ainda é cedo para concluir que possa haver uma quebra na procura para o período da Páscoa, até porque o Algarve tem estado fora da rota do novo coronavírus.

Graça Freitas comprometeu-se a divulgar ao setor hoteleiro um conjunto de recomendações específicas de atuação, à semelhança do que tema acontecido com outros setores de atividades.

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