A operação de loteamento para a construção de três estabelecimentos hoteleiros, num total de mais de 600 camas turísticas, no sítio de João D’Arens, entre as praias dos 3 Irmãos e do Vau, no concelho de Portimão, teve Declaração de Impacte Ambiental (DIA) desfavorável.

Em comunicado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve refere-se que esta decisão foi precedida de parecer desfavorável da Comissão de Avaliação responsável pela análise técnica do Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

Esta entidade considerou que, independentemente das medidas propostas no EIA para a mitigação, prevenção e compensação dos impactes identificados, “o projeto não reúne condições para poder ser viabilizado nomeadamente no que se refere a fatores como a Biodiversidade e a Paisagem”.

Para além da destruição de quase três hectares de um dos núcleos mais representativos de ‘Linaria algarviana’, espécie vegetal fortemente pressionada, exclusiva do Barlavento algarvio e detentora de estatuto de proteção pelo regime da Rede Natura 2000, perspetivam-se “impactos irreversíveis na estrutura e qualidade cénica da paisagem suscetíveis de comprometer a identidade de uma das zonas que preserva os traços originais da paisagem costeira regional”.

 

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