A presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, mostra-se preocupada com as notícias que dão conta da possibilidade de paragem prolongada e cortes na quota da sardinha.

A autarca aproveitou o facto de ter a seu lado o primeiro-Ministro, na sessão de abertura do Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que está a decorrer ao longo deste Sábado, em Portimão, para fazer ouvir essa preocupação.

Dirigindo-se a António Costa, Isilda Gomes disse que “quero continuar a fazer o Festival da Sardinha, precisamos de sardinhas”.

Outra das suas preocupações tem a ver com o facto de espaços situados junto ao mar ou aos rios, como é o caso da Zona Ribeirinha de Portimão, terem diversas tutelas, sendo “exemplos perfeitos do que não queremos nos nossos territórios”, pelo que há que acabar com tais situações.

Este congresso faz-se sob o lema da descentralização e transferência de mais competências para as autarquias, o que, na opinião de Isilda Gomes, é uma questão de elementar justiça, uma vez que o poder local tem vindo a assumir cada vez mais obrigações que são do poder central, sem que para isso seja devidamente compensado.

A autarca de Portimão vai continuar a ser vice-presidente da ANMP, aparecendo em terceiro lugar na única lista concorrente ao Conselho Directivo. No principal órgão decisor daquele organismo, Isilda Gomes vai passar a ter a companhia de outro autarca algarvio, no caso, o presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau.

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