Segunda parte da entrevista à presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, em que se fala do que pode ser o futuro económico do concelho.

Leia a 1ª parte: “Acredito que vamos voltar a ter uma zona comercial muito pujante”

A.E. – Como é que está a ser o Verão portimonense, em termos turísticos, e como é que perspectiva os próximos meses?

I.G. – Perspectivo meses com uma afluência turística, provavelmente, nunca vista. Imagino que, este ano, se vá bater todos os recordes, a esse nível, e espero bem que isso aconteça. Obviamente que todos temos que estar preparados para dar resposta a isso. Da nossa parte, estamos e sabemos que também as unidades hoteleiras estão devidamente preparadas e capacitadas para tal.

Não vamos ter obras que prejudiquem a circulação automóvel, o que é importante. Inclusivamente, adiámos duas intervenções, nomeadamente, a da Rua da Pedra, em que fizemos só metade da intervenção e solicitámos ao empreiteiro que adiasse a outra metade para Setembro/Outubro, exactamente para não causar constrangimentos nesta altura.

Adiámos também as obras no jardim do Largo 1º de Dezembro, pois íamos ter de colocar tapumes a toda a volta e era uma má imagem que estávamos a dar de Portimão, em termos turísticos.

A.E. – A segurança é cada vez mais um factor mais importante para os turistas escolherem o Algarve. Há pouco tempo, apresentou um projecto de videovigilância para a Praia da Rocha. Como é que está esse processo?

I.G. – Neste momento, está nas mãos do comando distrital da PSP.

Relativamente a esta matéria, ainda ontem tivemos uma reunião de várias horas com todas as forças de segurança e os promotores dos grandes eventos que vamos ter, exactamente para ajustar aquilo que são as necessidades em termos de segurança à oferta que temos, não só turística, mas também de eventos. E devo dizer que há, da parte das forças de segurança, uma preparação total para aquilo que vem aí.

A esse nível, também gostava de referir que mudámos o posto da PSP da Praia da Rocha para o espaço onde funcionava o Posto de Turismo. Fica, assim, em pleno centro da rua dos bares, estando, portanto, mais próximo dos hipotéticos locais de conflito. Só a presença dos agentes da PSP naquele local é dissuasora de algumas situações menos agradáveis que possam acontecer.

Foi um investimento da nossa parte, porque tivemos de fazer uma adaptação daquilo que era o Posto de Turismo para Posto da PSP e vice-versa, indo o Turismo para uma zona mais próxima dos hotéis, que é onde faz mais sentido estar.

A.E. – É muito frequente ver navios de cruzeiro no porto comercial de Portimão. É uma vertente turística em crescimento?

I.G. – É verdade. No ano passado tivemos 43 navios turísticos no nosso porto e, para este ano, estão previstos 86. Portanto, é um número que vai duplicar. E isto também é sintomático. Significa que Portimão passou a fazer parte, definitivamente, dos roteiros dos navios turísticos.

No ano passado esses navios transportavam 19.520 passageiros, o que significa que, este ano, corremos o ‘risco’ de chegar quase aos 40 mil, o que é extremamente positivo.

A.E. – Como é que vê o futuro de Portimão em termos económicos? O turismo vai, seguramente, continuara a ser o sector principal, mas há outra áreas económicas que podem ser potenciadas?

I.G. – Não tenho a menor dúvida disso. Aliás, nós vamos arrancar dentro de pouco tempo com uma incubadora de empresas, pois temos que dar oportunidades e condições aos jovens para que possam criar as suas empresas.

No âmbito de um protocolo que fizemos, a Parkalgar cedeu-nos um espaço onde vamos agora instalar essa incubadora.

Este processo está, praticamente, finalizado. Estamos agora a tratar da aquisição do mobiliário necessário e julgo que, já durante o próximo mês de Agosto, poderemos fazer a inauguração daquele espaço.

1ª parte da entrevista: “Acredito que vamos voltar a ter uma zona comercial muito pujante”

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