O pico da pandemia por COVID-19 será adiado

A Ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou este sábado, que o pico máximo da infeção por COVID-19 em Portugal “estará adiada para o final de maio”.

Na conferência de imprensa de atualização diária dos dados sobre a pandemia, a Ministra sublinhou que “isto indicia que as medidas de contenção que todos temos adotado, designadamente ficar em casa a não ser para ir trabalhar, estão a ser efetivas”.

Porém, Marta Temido alertou, “continuamos a estimar que venhamos a ter um número muito elevado de casos de infeção COVID”, o que “coloca uma enorme pressão sobre o sistema de saúde português”. Por isso, “temos que fazer o que está ao nosso alcance para enfrentar o melhor possível aquilo que nos espera”.

Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde explicou que “o pico da pandemia não vai ser um dia apenas, mas sim um planalto com casos semelhantes durante vários dias”.

Segundo a responsável ao que tudo indica “as medidas de contenção que foram tomadas a nível social, nomeadamente o distanciamento, estão, de facto, a abrandar a curva, o que era um dos grandes objetivos”.

“Temos de estar preparados para um número superior de casos, sendo que isso vai sempre depender do que conseguirmos baixar a pressão do vírus e do que o vírus vai contrariar, que é tentar infetar mais pessoas. É uma luta, um esforço diário do SNS, do sistema de saúde e da sociedade”, referiu Graça Freitas.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista hoje 6 408 casos de infeção por COVID-19, 140 óbitos associadas à doença e 43 pessoas recuperadas.

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