As Câmaras algarvias são das que mais têm beneficiado da recuperação do sector imobiliário, através do aumento das verbas relativas ao correspondente imposto, o IMT.

De acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses de 2016, agora divulgado, a região conta com três municípios nos primeiros 10 lugares do ranking nacional.

O que está mais perto do topo é Loulé que arrecadou, por esta via 29,6 milhões de euros. Está em 4º lugar da lista nacional, logo a seguir a Lisboa, Cascais e Porto.

Em 7º lugar, surge Albufeira, com 12,6 milhões de euros e, no lugar imediato, Lagos, que facturou 11 milhões de IMT. Qualquer uma destas autarquias obteve mais receitas provenientes deste imposto do que municípios de grande dimensão, como, por exemplo, Vila Nova de Gaia, Braga ou Coimbra.

Aliás, se considerarmos apenas as autarquias de média dimensão, Loulé, Albufeira e Lagos são as três do país que mais dinheiro de IMT receberam no ano passado.

Quem também não se pode queixar da venda de imobiliário nos seus concelhos são os autarcas de Lagoa (16º a nível nacional), que viram entrar nos cofres municipais 7,5 milhões, Tavira (19º) e Portimão (20º), ambos com 6,3 milhões de euros.

Só estes seis municípios algarvios facturaram 73,3 milhões de euros de IMT. Se a esta verba acrescentarmos a dos restantes concelhos da região que também aparecem na lista, mas em posições inferiores: Olhão (4,7 milhões), Faro (4,7) e Silves (4,4) chegamos a um valor global de 87,1 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 8,2 milhões de euros (+10,4%) em relação a 2015.

Partilhar: