A produção de vinho é uma actividade em forte expansão no Algarve. A forte aposta que os produtores têm vindo a fazer já se reflecte na qualidade, com um número crescente de prémios conquistados em concursos e também na quantidade que, este ano, deverá crescer cerca de 50%.

A tendência tem sido a criação de marcas próprias, com os produtores de uva a tratarem de todo o processo em vez de, como acontecia até há uns anos, a entregarem nas adegas cooperativas.

Essa foi, por exemplo, a tendência seguida pela Monte de Salicos, que iniciou a aposta na vinha e no vinho a partir do ano 2.000. Como explicou o seu proprietário, Pedro Cabrita, no decorrer das II Jornadas de Enoturismo, promovidas pela Câmara de Lagoa, numa primeira fase, as uvas eram entregues na Adega Cooperativa local, mas “a partir de 2011 decidimos avançar com a produção própria”.

De toda a uva produzida “cerca de 20% da produção vinificamos e 80% vendemos a outros produtores da região”. Aos poucos, o negócio tem progredido e ao vinho rosé e tinto da marca MDS, que já produzia, juntou, recentemente, o branco que “tem tido muita aceitação no mercado e foi premiado este ano num concurso nacional”.

Nesta altura, “a produção andará à volta dos 15 mil litros ano, mas a tendência é para crescer”, até porque há “o projecto de avançarmos com uma adega nova”, mais moderna e funcional, que vai permitir aumentar a produção.

Pedro Cabrita tenciona complementar este investimento com uma aposta no enoturismo, através do aumento da capacidade de alojamento da propriedade e de iniciativas, como provas de vinho, que atraiam residentes e visitantes, tirando partido do facto da herdade se encontrar situada perto de Carvoeiro, uma zona turística por excelência.

Quanto à distribuição do vinho aí produzido, “cerca de 90% é distribuído na região algarvia”, indo o restante para diversos outros pontos do país, sobretudo para o Norte e a Madeira.

 

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