A falência da companhia aérea britânica Monarch está a deixar os hoteleiros algarvios à beira de um ataque de nervos. As contas aos prejuízos começaram a ser feitas e já se fala em verbas que podem atingir mais de 30 milhões de euros, caso os turistas que tinham reservado viagens para o Algarve acabem por não chegar à região.

No entanto, o presidente da Região de Turismo do Algarve, em declarações ao ‘O Algarve Económico’, procura desdramatizar a questão. Há, seguramente, prejuízos relativos a contratos e reservas que estavam feitas e, a esse nível, o que há a fazer é tentar accionar os mecanismos possíveis para minimizar as perdas.

Já no que diz respeito ao futuro, acredita que os clientes que tinham reservas feitas acabem por vir  para o Algarve. Desidério Silva garante que “há muitas companhias aéreas a posicionar-se para tomar o lugar das ofertas que a Monarch tinha”.

Lembra que aquela transportadora “não tinha nenhum voo directo de Faro para uma cidade inglesa, em exclusividade, há várias companhias nessas rotas e vai haver um reajuste”, de forma a que os cerca de 110 mil turistas que tinham lugares marcados na Monarch “vão passar a tê-los noutras companhias e vão chegar ao Algarve”.

Desidério Silva diz não acreditar que este caso, a juntar aos problemas já conhecidos da companhia aérea Ryanair, signifique que há problemas profundos nas companhias de aviação low cost, que têm sido fundamentais no alavancar do crescimento do turismo algarvio.

O que se passou com a Ryanair não tem, na sua opinião, impacto relevante para o Algarve. Trata-se de “um problema pontual”, que afecta a ligação Newcastle-Faro, para a qual a companhia “tinha disponíveis 15 mil lugares, tendo vendido pouco mais de 1 ou 2% desses lugares”. A empresa “saiu da rota, mas ficaram outras companhias”, que acabarão por fazer o transporte desses turistas.

Isso mesmo acredita que vai, também, acontecer com os clientes da Monarch, apesar de, neste caso, o número de pessoas envolvidas ser muito superior.

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