O Algarve deverá ter, este ano, um aumento superior a 5% na produção de vinho. Este crescimento está em contraciclo com a generalidade do país, prevendo o Instituto Nacional de Estatística (INE) que se registe em Portugal a mais baixa produção dos últimos 20 anos (cerca de 5,2 milhões de hectolitros).

Isso é justificado pelas condições meteorológicas que, numa primeira fase, fizeram atrasar a vindima. Depois, os fortes calores de agosto causaram escaldões nos bagos, refletindo-se isso na quantidade de uvas de boa qualidade apanhadas.

A quebra deu-se em praticamente todas as regiões, com as únicas exceções do Algarve, que consegue aumentar a produção, e do Alentejo, que deverá manter-se ao nível do ano passado.

As previsões agrícolas, em 31 de outubro, apontam, também, para reduções generalizadas de produção de azeitona (-15%),  maçã (-15%) e pera (-20%). No kiwi, registaram-se danos em alguns pomares devido à passagem da tempestade Leslie, estimando-se uma produção inferior à de 2017 (-5%).

A produção de tomate para a indústria deverá cair 26%, devido exclusivamente à diminuição da área instalada e a de girassol ter uma quebra de 10%. Nos cereais de primavera/verão, os efeitos dos ventos fortes associados à tempestade Leslie foram grandes, o que também tem impacto ao nível da quantidade que, igualmente deverá  diminuir.

 

Partilhar: