Mais de metade (55,9%) dos portugueses com responsabilidades parentais inquiridos no âmbito de estudo sobre emprego afirma ser geralmente possível alterar o seu horário de trabalho diário para prestarem cuidados. No entanto, 58,5% dos inquiridos mencionaram ser raramente possível ou mesmo impossível poder ausentar-se do trabalho durante dias completos pelo mesmo motivo.

Este inquérito levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativo ao 2º trimestre, indica que 84,3% das pessoas empregadas que cuidam regularmente de filhos com menos de 15 anos garantiram que estas responsabilidades não têm efeito na sua atividade profissional corrente.

Quase metade dos inquiridos (49%) disseram não recorrer a serviços de acolhimento de crianças, principalmente porque os cuidados eram assegurados pelo próprio ou juntamente com o cônjuge (38,7%).

30,4% dos entrevistados que alguma vez interromperam a atividade profissional para cuidar de filhos com menos de 15 anos fizeram-no sem recurso à licença parental (inicial ou alargada) e 22,4% dos cuidadores referiram ter obstáculos no seu trabalho que condicionam a conciliação deste com a vida familiar, o maior dos quais é a imprevisibilidade do horário ou horário atípico (6,8%).

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