Com o objectivo de dar a conhecer junto dos operadores turísticos e da imprensa regional a diversidade do Concelho de Loulé para além do tradicional “sol e praia”, a Região de Turismo do Algarve, com o apoio da Câmara Municipal, promoveu mais uma fam trip “Redescobrir os segredos do Algarve”.

O Barrocal, a Beira Serra e a Serra foram os pontos de passagem desta visita que pretendeu mostrar a potencialidade turística destas zonas marcadas pela desertificação mas que mostram um Algarve genuíno que mantém as suas tradições, catapultada pelos projetos em curso na área do turismo criativo.

“Temos em marcha o projecto Loulé Criativo que tem em vista promover o turismo, aliando-o ao território. Uma das nossas grandes lutas é, sem dúvida, a coesão territorial”, afirmou Pedro Pimpão, vice-presidente da Câmara, durante a recepção da comitiva nos Paços do Concelho.

O Mercado Municipal, um verdadeiro ex-líbris da cidade e que é o local mais visitado em Loulé pelos turistas nacionais e estrangeiros, foi o ponto de partida da visita. Trata-se de um espaço marcado pela diversidade dos produtos tradicionais frescos, do peixe aos legumes, passado pelo mel, enchidos e muito mais, mas no qual se destaca a beleza da sua traça arquitectónica de características neo-árabes, com os seus 4 imponentes torreões.

Logo a seguir, os operadores e jornalistas que participaram na iniciativa apreciaram a escultura da “Vendedora”, em homenagem a uma figura bem típica de quem comercializa a alfarroba, a laranja, a amêndoa ou o figo.

Como não podia deixar de ser, a comitiva apreciar o interior do recém-remodelado Calcinha, espaço de tertúlia louletana durante décadas, muito associado à vida e obra de António Aleixo.

No enquadramento da Zona Histórica de Loulé, a visita seguiu pela Cerca do Convento Espírito – antigo convento de freiras franciscanas – que alberga hoje o Loulé Design Lab, um laboratório de criação, investigação e experimentação onde são disponibilizadas condições para a formação e fixação de uma comunidade criativa.

Porta de entrada no casco medieval da cidade, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição é um dos mais importantes edifícios eclesiásticos do Concelho e que é também ponto de visita obrigatória por parte dos turistas. Construído após a Restauração, destaca-se no seu interior o altar em madeira coberta em ouro oriundo do Brasil, bem como os azulejos do século XVIII que retratam a vida da Virgem Maria.

Na Alcaidaria do Castelo, os visitantes teve a oportunidade de apreciar os vestígios da ocupação no território do Concelho ao longo dos séculos no espaço do Museu Municipal, agora um pouco desfalcado já que muitas das peças que estão aqui expostas encontram-se, neste momento, na Exposição “Loulé: Territórios, Memórias, Identidades”, no Mosteiro dos Jerónimos.

Seguiu-se a visita aos Banhos Islâmicos, os únicos banhos públicos a descoberto em Portugal, postos a nu no desenrolar das obras de requalificação da Zona Histórica. A arqueóloga da Autarquia, Isabel Luzia, falou da importância destes Banhos durante a ocupação muçulmana e do interesse da Autarquia em musealizar o espaço.

No âmbito do projeto Loulé Criativo, ainda durante a manhã houve tempo para uma passagem na Casa da Empreita e na Oficina do Caldeireiro. Esta iniciativa que aposta na valorização da identidade do território, tendo como força motriz a criatividade e a inovação, apoia a formação e atividade de artesãos e profissionais do setor criativo, contribuindo para a revitalização das artes tradicionais e para a dinamização de novas abordagens ao património imaterial.

Ainda antes do almoço, que se realizou em Querença, houve, ainda, tempo para uma passagem pelo Pólo Museológico dos Frutos Secos. Localizado numa pequena unidade fabril de transformação e comercialização de frutos secos, desactivada na década de noventa do século passado, este Pólo Museológico conta a história desta actividade económica e da sua importância para Loulé enquanto pólo comercial de frutos secos.

À tarde, a visita decorreu em Salir, nomeadamente no novo espaço criado na antiga escola primária que serve de posto de turismo e de área de venda de produtos tradicionais, em mais uma aposta na valorização das artes e ofícios tradicionais.

A Quinta da Tôr foi o local escolhido para o encerramento desta visita. Os proprietários da quinta recuperaram a vinha existente na propriedade e construíram uma adega. O microclima, as temperaturas baixas no Inverno e quentes no Verão, favorece boas e equilibradas maturações das cinco castas de tintos e três de brancos que esta terra tem para oferecer. A produção começou em 2013 e, neste momento, a Quinta da Tôr tem já projectos de valorização na área do enoturismo. 

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