A Câmara de Portimão vai usar boa parte dos cerca de 10 milhões de euros que teve de resultados líquidos em 2016 para diminuir a sua dívida. 

No decorrer da intervenção proferida nas cerimónias do 25 de Abril, a presidente da autarquia, Isilda Gomes, lembrou que quando tomou posse a dívida era de 185 milhões de euros e que, ao longo destes quase quatro anos, a equipa que lidera conseguiu baixá-la para 135 milhões.

Na altura, a taxa de juros que pagava era superior a 7% e, agora, sobretudo graças à reestruturação feita, com a adesão ao Fundo de Apoio Municipal (FAM), “a taxa de juro é, em média, de 2%”, referiu a autarca. Por esta via, o Estado assume o compromisso de libertar uma verba até 137 milhões de euros para a Câmara pagar aos fornecedores e colocar, financeiramente, a ‘casa’ em ordem.

No entanto, o excedente financeiro que conseguiu obter em 2016 permite que não seja necessária toda essa verba, prevendo Isilda Gomes que vá utilizar ‘apenas’ cerca de 120 milhões de euros.

Com dinheiro em caixa, entende, agora, que há, também, condições para repavimentar as estradas, que se encontram muito degradadas. Para esse tipo de intervenção, vai destinar “um milhão de euros por ano, ao longo de três anos”. O objectivo é que a meio do próximo mandato já não haja buracos nas estradas e ruas do concelho.

Igualmente abandonados têm estado os espaços verdes, que também vão ser alvo de intervenções de requalificação, reservando a autarca para esse fim, cerca de 1,1 milhões de euros por ano.  

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